quarta-feira, 4 de março de 2026
O Chapéu Vermelho e Preto: A Lição de Exu Sobre a Verdade
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
A Obsessão Espiritual
A obsessão espiritual é um tema que gera muitas perguntas e
receios. Muitas pessoas temem a influência de espíritos negativos em suas
vidas. Neste artigo, vamos abordar como identificar um obsessor e entender os
motivos pelos quais essa situação ocorre.
A obsessão pode ser resultado de questões emocionais e
traumas que criam vulnerabilidades energéticas, atraindo espíritos negativos.
No entanto, afastar o obsessor não é suficiente. É importante entender a causa
da vulnerabilidade e buscar apoio de médiuns e sacerdotes experientes.
Entendendo as conexões energéticas
No mundo espiritual, as conexões acontecem por afinidade
energética. Espíritos se conectam a nós através das energias que emitimos. Se
estamos vibrando em uma frequência negativa, atraímos espíritos que estão na
mesma frequência.
O espiritismo fala sobre frequência, que pode ser comparada
às ondas sonoras. Assim como no rádio, onde mudamos a frequência para encontrar
diferentes estações, no mundo espiritual, mudamos nossa frequência energética e
atraímos diferentes tipos de espíritos.
A saúde espiritual do lar
A saúde espiritual da nossa casa é fundamental. O ambiente
em que vivemos tem uma saúde espiritual própria, que pode ser influenciada
pelas pessoas que nele habitam. Se você mora sozinho, há uma simbiose natural
entre você e seu lar. Se divide a casa com outras pessoas, a saúde espiritual
do ambiente é definida pelo conjunto das energias de todos os moradores.
É comum ver pessoas atribuindo problemas cotidianos a
influências espirituais negativas. No entanto, é importante entender que nem
tudo é culpa de uma demanda espiritual. Devemos ser cautelosos ao identificar a
real causa dos nossos problemas.
Responsabilidade pessoal na obsessão
Quando uma entidade espiritual nos alerta sobre a presença
de um obsessor, isso diz mais sobre nós do que sobre o próprio espírito. A
responsabilidade é nossa, mesmo que não estejamos cientes disso. O obsessor é
um hóspede convidado, mas indesejado, pois ele se conecta com nossa frequência
energética.
Se estamos sendo obsediados, é porque criamos as condições
para isso. Precisamos entender que nossos comportamentos e emoções atraem esses
espíritos.
Identificando a Presença de um Obsessor
Para identificar a presença de um obsessor, é necessário ter
um nível elevado de autoconhecimento. Mudanças súbitas de comportamento,
pensamentos negativos constantes e conflitos frequentes podem ser sinais de
obsessão.
Se você está constantemente em uma vibração negativa e
auto-depreciativa, é possível que esteja atraindo obsessores. É importante
refletir sobre seus comportamentos e emoções para identificar o que está
criando essa realidade.
Crianças e obsessores
Crianças dificilmente são alvo de obsessores, a menos que
estejam emocionalmente desestabilizadas. No entanto, elas podem acumular
energia desorganizada, o que não é o mesmo que estar obsediada. É importante
diferenciar entre obsessão e carga energética.
Se uma criança está sendo alvo de magia ou feitiço, a
situação é diferente e deve ser investigada. Nesse caso, não estamos falando de
obsessão, mas de demanda espiritual.
Depressão e obsessão
Depressão é um assunto sério e muitas vezes confundido com
obsessão espiritual. Embora a depressão possa atrair obsessores, ela não é
resolvida apenas com tratamento espiritual. É necessário buscar ajuda médica e
psicológica.
Se uma pessoa com depressão está sendo obsediada, é preciso
tratar ambos os aspectos: o espiritual e o emocional. A cura deve ser
abrangente, envolvendo o corpo espiritual, energético, emocional e mental.
Processo de cura
Para curar-se de uma obsessão, é necessário um processo de
conscientização e mudança de comportamento. Banhos de ervas e defumações são
ferramentas auxiliares, mas não resolvem o problema sozinhas. A cura envolve
também o ambiente em que vivemos.
Se o lar está espiritualmente adoecido, é preciso
purificá-lo e reorganizar suas energias. A cura é um processo contínuo que
requer atenção e dedicação.
Em casos mais sérios, é fundamental buscar orientação
adequada com médiuns ou profissionais capacitados para lidar com a situação de
forma efetiva.
Kiumbas
É frequente ouvirmos histórias sobre kiumbas, espíritos obsessores ou desequilibrados, se passando por guias da Umbanda, como Exus, Pretos Velhos e outras entidades de luz.
Essa preocupação é válida, pois esses espíritos podem se manifestar para confundir médiuns e consulentes, aproveitando brechas energéticas ou a falta de preparo espiritual.
Como eles conseguem enganar?
Kiumbas podem imitar o comportamento, a linguagem e até as características de guias conhecidos.
Muitos iniciantes, ou até médiuns experientes, podem ser confundidos quando esses espíritos utilizam informações superficiais ou adivinhações para criar uma falsa sensação de confiança.
Como diferenciar um guia verdadeiro de um kiumba?
▪️Humildade e serenidade: Guias verdadeiros jamais ofendem, impõem sua vontade ou agem com arrogância. Eles trabalham com amor e paciência, mesmo diante de desafios.
▪️Disciplina no terreiro: Um guia respeita as regras da casa e a autoridade do dirigente. Já os kiumbas tendem a se manifestar fora de hora, como após o encerramento das giras.
▪️Energia elevada: Guias trazem conforto e paz, enquanto kiumbas podem causar desconforto, medo ou até incentivar comportamentos inadequados.
▪️Respeito ao médium: Um guia verdadeiro jamais força o médium ou faz exigências desproporcionais.
Como evitar essas interferências?
▪️Fortaleça sua espiritualidade: Banhos de ervas, orações e firmezas ajudam a proteger seu campo energético.
▪️Busque orientação em casas sérias: Um terreiro com boa hierarquia e disciplina é essencial para o desenvolvimento mediúnico seguro.
O Culto a Egun
O Culto a EGUN é possivelmente o mais antigo dos cultos
ancestrais de todas as religiões a nível universal. Tem como base render honras
aos mortos, atender suas mensagens, requerimentos e necessidades. O termo
“mortos”, se refere aos nossos ancestrais religiosos, nossos familiares, entes
queridos e aqueles que devido a forma em que faleceram, não são conscientes de
seu novo status de existência.
Os EGUN são espíritos da vida e da morte, pois eles são os
que de uma forma ou de outra estão nos dois planos. Eles são os intermediários
entre os vivos, os ORIXÁS e os espíritos que nos assistem, baseando-se nos
distintos tipos de EGUN que podemos classificar de modo “hierárquico”.
Realmente se dá a definição de EGUN aos espíritos dos
ancestrais da religião. Ainda que a palavra EGUN ou EGUNGUN signifique em
muitas etnias “osso” ou “esqueleto”, se aplica também a muito términos
espirituais pela fonética tão complicada dessa língua YORUBÁ, porém na maioria
das vezes é para referir-se a tudo o que se concerne definir qualquer tipo de
fenômeno que é normal nesse campo.
É sabido que temos sempre que respeitar a memória de nossos
ancestrais. As reverências a eles é uma das bases mais firmes de nossa religião
de matriz africana.
Os EGUNS comem antes de ELEGBARA, separados dos ORIXÁS e em
todas as cerimônias e festas de ORIXÁS ou IFÁ. Primeiro temos que cumprir com
eles e pedir-lhes permissão para tudo o que se vai fazer.
EGUN é o ser que representa todas as almas que se foram
desse mundo.
Este termo pode causar muita confusão, pois ESPÍRITO
(desencarnados) pode englobar uma grande parte do mundo espiritual. Daí a
grande confusão que pode gerar para as pessoas que apenas estão conhecendo
IFÁ-ORIXÁS.
É por isso, que existem mais términos para especificar a que
tipo de EGUN que se chama (por exemplo).
Alguns nomes:
EGUN AIMA é um espírito vago, perdido; é ele que
frequentemente recorre às pessoas (que têm luz) se apegam as pessoas, não por
maldade, mas porque só querem encontrar algum caminho, algum rumo, pois estão
perdidos.
EGUN ARAÉ é o espírito de algum familiar e é quem atende as
pessoas da família.
EGUN SHEBO este é o espírito de algum familiar, de algum
ancestral, tanto de sangue, como de religião e é a este a quem se oferece e se
chama nos ritos a EGUN.
EGUN ELEMI é o guia a que recorrem as pessoas espiritistas.
EGUN ORÉ é o espírito de algum amigo.
EGUN BURUKU é um espírito obscuro e muito prejudicial.
EGUN IKOKO NI é o EGUN (espírito) que vive em uma prenda
(NKISI).
EGUN MOTILOWAO é o espírito NFUNMBE, que sai para trabalhar
e obedecer às ordens de sua NGANGA (TATA).
Através dos fundamentos de EGUN, os espíritos dos ancestrais
(tanto de sangue como de religião) se comunicam com quem recebeu tal
fundamento.
HISTÓRIA
Em tempos passados, os falecidos eram enterrados em um canto
da cabana e a família se reunia para apresentar seus respeitos aos
antepassados. Os membros da família colocavam ali a comida favorita do
antepassado morto, assim como sua bebida e fruta favorita e uma madeira com
tiras de tecido de roupas que haviam pertencido ao ancião com sinos amarrados
na madeira. Com este cajado golpeavam o chão enquanto cantavam orações para
pedir suas bênçãos, conselhos e proteção. Esta tradição como muitas outras, tem
sobrevivido com o passar do tempo e se manifesta em muitas crenças ou
religiões.
O nome congolês dessa vara ou palo é ARIKU BAMBAYÁ, também
conhecido como PÁ GUGU de EGUN ou BASTÃO de EGUN. O PÁ GUGU de EGUN se coloca
junto ao altar do antepassado, adornado a maneira dos tempos antigos. Se não dá
para usar a roupa de um antepassado para fazer as fitas e adornar a madeira de
EGUN, então será suficiente usar fitas de diversas cores com sinos atados nas
pontas. O simbolismo é a chave. Todos os altares deveriam ter uma representação
dos elementos básicos:
TERRA: está simbolizada pelas flores que crescem dela.
Representam a beleza que é a Mãe Terra e o amor que age com toda a criação.
AR: tem sua representação nas velas, já que é o ar que
alimenta o fogo.
FOGO: simboliza a viva energia espiritual, uma entidade viva
que respira com propriedades destrutivas e positivas. Como energia positiva
representa a vida e a luz que dá esta, a todos aqueles que buscam a verdade.
ÁGUA: exemplifica a limpeza, a claridade e o pensamento
puro. É o elemento que promove a vida, a essência primordial da terra. Tudo o
que vive e respira, sobrevive da água que cai do céu.
domingo, 2 de novembro de 2025
Quem somos quando não sabemos se quer nossos passos?
Prestes a se perder sobre as retas e curvas dos asfaltos quentes, surrados de sol. Com uma sola de sapato gasta, sentimos a dor nos pés daquele caminhar.
Assim, também é a vida, onde nossos caminhos são os asfaltos
e nossos passos a sola do sapato gasta.
Algumas vezes, precisamos de um canto com sombra ou de uma
chuva para poder nos deixar andar que seja mais um pouco, as vezes, precisamos parar
em uma loja e trocar nossos sapatos. Indiferente do nosso caminhar, somos os
donos de nossas escolhas. Os protagonistas das nossas estradas e em nossas
vidas, somos nós quem escolhemos entre as Ferraris e os Onix.
Quando se nasce, é dado o poder do livre arbítrio, todos nos
somos donos de nossos passos seja ele para onde for, somente nós podemos guia-los.
Crescemos e aprendemos a diferenciar o certo do errado, o bom do ruim e o bem
do mal.
Quando falamos de bem e mal, também precisamos entender como
tudo se iniciou.
“Eu formo a luz, e
crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas
coisas” Isaías 45:7.
Veja, quanta ironia;
“No princípio criou Deus os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face
do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a
luz e as trevas”.
Gênesis 1:1-4
Agora lhe pergunto, afinal o que Deus criou?
A palavra traduzida como “mal” vem de uma palavra hebraica que significa
“adversidade, aflição, calamidade, angústia, miséria”. Percebi como as outras
principais traduções da Bíblia em inglês traduzem a palavra: “desastre” (NIV,
HCSB), “calamidade” (NKJV, NAS, ESV) e “infortúnio” (NRSV). A tradução A
Mensagem traduz criativamente este versículo como “Eu faço harmonias e crio
discórdias”. Ouvi alguns afirmarem que os tradutores de muitas edições modernas
da Bíblia, cientes das implicações perturbadoras que este versículo tem para
sua fé, tentaram suavizar o golpe traduzindo-o de uma forma mais palatável. Há
alguma verdade nessa afirmação?
A palavra hebraica pode se referir ao mal moral, e muitas
vezes tem esse significado nas Escrituras Hebraicas, como visto abaixo:
Em Gênesis 2:17, Deus instrui Adão e Eva a não comerem da
“árvore do bem e do ra”. A árvore do bem e do desastre? A árvore do
bem e da calamidade? Claramente não: é a árvore do bem e do mal.
Em Gênesis 6:5, Deus resolve destruir a humanidade no grande
dilúvio porque “a maldade (ra) do homem era grande na terra”.
Em Gênesis 13:13, os homens de Sodoma eram “maus (ra)
e pecadores perante o Senhor em extremo”.
Em Deuteronômio 1:35, um Deus furioso ameaça os israelitas:
“Certamente nenhum destes homens desta geração má (ra) verá a boa terra
que jurei dar a vossos pais”.
Em Juízes 2:11, “os filhos de Israel fizeram o mal (ra)
aos olhos do Senhor, e serviram a Baalins”.
Em 1 Reis 16:30, o ímpio rei Acabe (marido da infame
Jezabel) “fez o mal (ra) aos olhos do Senhor, mais do que todos os que
foram antes dele”.
Eu me pergunto se estas e muitas outras referências deixam
claro que o significado primário de ra' é de fato o mal no
sentido de maldade ou pecado, mas talvez o contexto mudaria o que as traduções
em inglês são traduzidas.
No entanto, devido à diversidade de possíveis definições,
pode ser imprudente presumir que “Eu crio o mal” em Isaías 45:7 se
refere a Deus trazendo o mal moral à existência.
O contexto de Isaías 45:7 parece deixar claro que algo
diferente de “trazer o mal moral à existência” está em mente. Pode ser
entendido como explicando que Deus não é apenas a fonte do exílio de Israel,
Ele é a fonte da conquista de Ciro. O contexto de Isaías 45:7 é Deus
recompensando Israel pela obediência e punindo Israel pela desobediência. Deus
traz juízo sobre aqueles que continuam a se rebelar contra Ele. “Ai daquele que
contende com o seu Criador” (Isaías 45:9). Essa é a pessoa a quem Deus traz “mal”
e “desastre”. Então, em vez de dizer que Deus criou o “mal moral”, Isaías 45:7
está apresentando um tema comum da Bíblia – que Deus traz desastre sobre aqueles que continuam em rebelião
obstinada contra Ele.
Visando tantos
erros nas traduções, será então que, realmente havia um mal? Ou o mal, na
verdade não é uma criação do homem. Quando na verdade o que temos é a
consideração de mal criada pelo homem e imposta na sociedade.
Se tudo o que
temos é uma criação Divina, então é certo dizer que uma pessoa que rouba um
alimento devido a fome ela, não está fazendo o mal ao próximo e sim o bem a
ela?
Ou podemos
dizer que é errado, pois aquela outra depende daquele dinheiro para que ela
também não passe fome?
Ao se
questionar inicialmente o bem e o mal o certo e o errado, devemos então começar
a analisar o “para quem”!
É certo ir a
igreja rezar a Deus ou é certo ir Um terreiro tocar para o Orixá.
É certo dizer
que uma gira de esquerda é uma gira de esquerda ou então que a gira de esquerda
por si só é um Quimbanda?
No final,
seus passos irão te dizer onde arde sua sola e somente você poderá responder
tal pergunta.
No Meu caso,
Hail!s meu pai..... Estamos de volta.......
domingo, 24 de julho de 2022
SALOMÃO
Aos doze anos, Salomão sucedeu seu pai
Davi como rei. Seu nome verdadeiro era Jedidiah, o "amigo de
Deus", mas foi substituído pelo nome Salomão por causa da paz que
prevaleceu em todo o reino durante seu reinado. Além disso, ele tinha três
outros nomes: Ben, Jakeh e Ithiel. Ele foi chamado de Ben porque foi o
construtor do Templo; Jakeh, porque ele era o governante de todo o
mundo; e Itiel, porque Deus era com ele.
A rebelião que Adonias pretendia
liderar contra o futuro rei foi suprimida durante a vida de Davi, por ter
Salomão ungido em público. Naquela ocasião, Salomão montou uma notável
mula, notável porque ela não era produto de cruzamento, mas de um ato especial
de criação.
Assim que ascendeu ao trono, Salomão
começou a executar as instruções que seu pai lhe dera em seu leito de
morte. O primeiro deles foi o castigo de Joabe.
Apesar de todas as suas excelentes
qualidades, que o habilitavam a ser não só o primeiro general de David, mas
também o presidente da Academia, Joab cometera grandes crimes, que deviam ser
expiados. Além do assassinato de Abner e Amasa, do qual ele era culpado,
ele havia cometido um erro contra o próprio Davi. Os generais do exército
suspeitaram que ele tinha mandado Urias, o hitita, fora do caminho para seus
próprios propósitos, ao que ele lhes mostrou a carta de Davi condenando Urias. Davi
pode ter perdoado Joabe, mas ele queria que ele expiasse seus pecados neste
mundo, para que ele pudesse ser isento de punição no mundo vindouro.
Quando Joabe percebeu que Salomão
pretendia executá-lo, procurou a proteção do Templo. Ele sabia muito bem
que não poderia salvar sua vida dessa maneira, pois o braço da justiça vai além
das portas do santuário, até o altar de Deus. O que ele desejava era
receber um julgamento regular e não sofrer a morte por ordem do rei. Neste
último caso, perderia tanto a fortuna quanto a vida, e desejava deixar seus
filhos bem providos. Então Salomão mandou dizer a ele que não tinha
intenção de confiscar suas propriedades.
Embora estivesse convencido da culpa de
Joabe, Salomão concedeu-lhe o privilégio de defesa. O rei o questionou:
"Por que você matou Abner?"
Joabe: "Eu era o vingador de meu
irmão Asael, a quem Abner havia matado."
Salomão: "Ora, foi Asael que
procurou matar Abner, e Abner agiu em legítima defesa."
Joabe: "Abner pode ter desativado
Asael sem ir a extremos."
Salomão: "Isso Abner não poderia
fazer."
Joabe: "O quê! Abner mirou
diretamente na quinta costela de Asael, e você diria que ele não conseguiu
feri-lo levemente?"
Salomão: "Muito bem, então, vamos
desistir do caso de Abner. Mas por que você matou Amasa?"
Joabe: "Ele agiu de forma rebelde
contra o rei Davi. Ele omitiu a execução de sua ordem de reunir um exército
dentro de três dias; por essa ofensa ele merecia sofrer a pena de morte."
Salomão: "Amasa falhou em obedecer
a ordem do rei, porque ele havia sido ensinado por nossos sábios que mesmo as
injunções de um rei podem ser desafiadas se envolverem negligência no estudo da
Torá, como foi o caso da ordem dada a Amasa. E, de fato”, continuou Salomão,
“não foi Amasa, mas você mesmo que se rebelou contra o rei, pois estava prestes
a se juntar a Absalão, e se você se absteve, foi por medo das tropas de punho
forte de Davi”.
Quando Joabe viu que a morte era
inevitável, ele disse a Benaia, que estava encarregado de executar a ordem do
rei: "Diga a Salomão que ele não pode me infligir dois castigos. Se ele
espera tirar minha vida, ele deve remover a maldição pronunciada por David
contra mim e meus descendentes por causa da morte de Abner. Se não, ele não
pode me matar." Salomão percebeu a justeza do apelo. Ao executar
Joabe, ele transferiu a maldição de Davi para sua própria posteridade: Roboão,
seu filho, foi afligido por um problema; Uzias sofria de lepra; Asa
tinha que se apoiar em um cajado quando andava; o piedoso Josias caiu pela
espada de Faraó, e Jeconias viveu da caridade. Assim, as imprecações de
Davi foram realizadas em sua própria família, e não na de Joabe.
O CASAMENTO DE
SALOMÃO
O próximo a sofrer o destino de Joabe
foi Simei ben Gera, cujo tratamento de Davi ultrapassou todos os sentimentos de
decência. Sua morte foi um presságio maligno para o próprio
Salomão. Enquanto Simei, que era o professor de Salomão, estava vivo, ele
não se aventurou a se casar com a filha de Faraó. Quando, após a morte de
Simei, Salomão a tomou como esposa, o arcanjo Gabriel desceu do céu e inseriu
uma cana no mar. Sobre este junco, mais e mais terra foi gradualmente
depositada e, no dia em que Jeroboão erigiu os bezerros de ouro, uma pequena
cabana foi construída sobre a ilha. Esta foi a primeira das moradas de Roma.
A festa de casamento de Salomão em
comemoração ao seu casamento com a princesa egípcia aconteceu no mesmo dia da
consagração do Templo. A alegria pelo casamento do rei foi maior do que
pela conclusão do Templo. Como diz o provérbio: "Todos bajulam um
rei". Foi então que Deus concebeu o plano de destruir
Jerusalém. Foi como o profeta falou: "Esta cidade tem sido para mim
uma provocação da minha ira e do meu furor desde o dia em que a construíram até
hoje."
Na noite de núpcias, a filha do faraó
fez seus assistentes tocarem mil instrumentos musicais diferentes, que ela
trouxera de sua casa, e à medida que cada um era usado, o nome do ídolo ao qual
era dedicado era mencionado em voz alta. Para melhor manter o rei sob o
feitiço de seus encantos, ela estendeu sobre sua cama uma tapeçaria cravejada
de diamantes e pérolas, que brilhavam e reluziam como constelações no
céu. Sempre que Salomão queria se levantar, ele via essas estrelas, e
pensando que ainda era noite, ele dormia até a quarta hora da manhã. O
povo estava mergulhado em tristeza, pois o sacrifício diário não poderia ser
feito nesta mesma manhã da dedicação do Templo, porque as chaves do Templo
estavam debaixo do travesseiro de Salomão, e ninguém ousou despertá-lo. A
notícia foi enviada a Bate-Seba, que imediatamente despertou seu filho, e
o repreendeu por sua preguiça. "Teu pai", disse ela, "era
conhecido por todos como um homem temente a Deus, e agora as pessoas dirão:
'Salomão é filho de Bate-Seba, é culpa de sua mãe se ele errar'. Sempre
que as esposas de seu pai estavam grávidas, eles faziam votos e oravam para que
um filho digno de reinar pudesse nascer para eles. Mas minha oração foi por um
filho instruído digno do dom da profecia. Tome cuidado, 'não dê sua força a
mulheres nem os teus caminhos aos que destroem os reis, "pois a
licenciosidade confunde a razão do homem. Tenha bem em mente as coisas que são
necessárias na vida de um rei. "Reis não, Lemuel." Nada temos em
comum com reis que dizem: 'Que necessidade temos de um Deus?' Não é justo
que você faça como os reis que bebem vinho e vivem na lascívia. Não seja como
eles.
Além de ter se casado com uma gentia,
cuja conversão ao judaísmo não foi ditada por motivos puros, Salomão
transgrediu duas outras leis bíblicas. Ele mantinha muitos cavalos, o que
um rei judeu não deveria fazer, e, o que a lei mantém em igual aversão, ele
acumulou muita prata e ouro. Sob o governo de Salomão, prata e ouro eram
tão abundantes entre o povo que seus utensílios eram feitos deles em vez dos
metais mais básicos. Por tudo isso ele teve que expiar dolorosamente mais
tarde.
SUA SABEDORIA
Mas a riqueza e a pompa de Salomão não
eram nada em comparação com sua sabedoria. Quando Deus lhe apareceu em
Gibeão, em um sonho à noite, e lhe deu permissão para perguntar o que ele
queria, uma graça concedida a ninguém, exceto ao rei Acaz de Judá, e prometida
apenas ao Messias no futuro, Salomão escolheu a sabedoria , sabendo que a
sabedoria uma vez em sua posse, tudo o mais viria por si mesmo. Sua
sabedoria, as Escrituras testificam, era maior do que a sabedoria de Etã, o
ezraíta, e Hemã, Calcol e Darda, os três filhos de Maol. Isso significa
que ele era mais sábio do que Abraão, Moisés, José e a geração do
deserto. Ele superou até mesmo Adão. Seus provérbios que chegaram até
nós são apenas oitocentos em número. Não obstante, a Escritura os conta
como três mil, pela razão de que cada versículo em seu livro admite uma
dupla e uma tripla interpretação.
Em sua sabedoria, ele analisou as leis
reveladas a Moisés e atribuiu razões para as ordenanças rituais e cerimoniais
da Torá, que sem sua explicação pareciam estranhas. As "quarenta e
nove portas da sabedoria" estavam abertas para Salomão como estiveram para
Moisés, mas o sábio rei procurou superar até mesmo o sábio legislador. Ele
tinha tanta confiança em si mesmo que teria dispensado julgamento sem recorrer
a testemunhas, se não tivesse sido impedido por uma voz celestial. estavam
abertos a Salomão como haviam sido a Moisés, mas o sábio rei procurou superar
até mesmo o sábio legislador. Ele tinha tanta confiança em si mesmo que
teria dispensado julgamento sem recorrer a testemunhas, se não tivesse sido
impedido por uma voz celestial. estavam abertos a Salomão como haviam sido
a Moisés, mas o sábio rei procurou superar até mesmo o sábio legislador. Ele
tinha tanta confiança em si mesmo que teria dispensado julgamento sem recorrer
a testemunhas, se não tivesse sido impedido por uma voz celestial.
A primeira prova de sua sabedoria foi
dada em seu veredicto no caso da criança reivindicada por duas mães como sua. Quando
as mulheres apresentaram sua dificuldade, o rei disse que Deus em Sua sabedoria
havia previsto que tal briga surgiria e, portanto, havia criado os órgãos do
homem em pares, para que nenhuma das duas partes na disputa pudesse ser
prejudicada. ao ouvir estas palavras do rei, os conselheiros de Salomão
lamentaram: "Ai de ti, ó terra, quando o teu rei é jovem." Em
pouco tempo eles perceberam a sabedoria do rei, e então exclamaram: "Feliz
és tu, ó terra, quando teu rei é um homem livre." A disputa tinha um
propósito estabelecido por Deus para que a sabedoria de Salomão pudesse ser
conhecida. Na realidade, os dois litigantes não eram mulheres, mas
espíritos.
Durante a vida de David, quando Salomão
ainda era um rapaz, ele resolveu outro caso difícil de uma maneira igualmente
brilhante. Um homem rico enviou seu filho em uma longa viagem de negócios
para a África. Ao retornar, descobriu que seu pai havia morrido nesse meio
tempo e seus tesouros haviam passado para a posse de um escravo astuto, que conseguiu
se livrar de todos os outros escravos ou intimidá-los. Em vão, o herdeiro
legítimo pediu sua reivindicação ao rei Davi. Como não podia trazer
testemunhas para depor a seu favor, não havia como desapropriar o escravo, que
também se chamava filho do falecido. O menino Salomão ouviu o caso e
inventou um método para chegar à verdade. Mandou exumar o cadáver do pai e
tingiu um dos ossos com o sangue primeiro de um dos pretendentes e depois do
outro. O sangue do escravo não mostrava afinidade com o osso, enquanto o
sangue do verdadeiro herdeiro o permeava. Assim, o verdadeiro filho
garantiu sua herança.
Após sua ascensão ao trono, uma disputa
peculiar entre herdeiros foi levada a Salomão para julgamento. Asmodeus, o
rei dos demônios, disse uma vez a Salomão: "Tu és o mais sábio dos homens,
mas eu te mostrarei algo que você nunca viu." Então Asmodeus enfiou o
dedo no chão, e surgiu um homem de duas cabeças. Ele era um dos Cainitas,
que vivem no subsolo, e são completamente diferentes em natureza e hábitos dos
habitantes do mundo superior. Quando o Cainita quis descer para sua morada
novamente, parecia que ele não poderia voltar para lá. Nem mesmo Asmodeus
poderia fazer a coisa acontecer. Assim ele permaneceu na terra, tomou para
si uma esposa e gerou sete filhos, um dos quais se parecia com seu pai por ter
duas cabeças. Quando o Cainita morreu, uma disputa eclodiu entre seus
descendentes sobre como a propriedade deveria ser dividida. O filho de
duas cabeças reivindicou duas porções. Tanto Salomão quanto o Sinédrio
estavam perdidos; eles não podiam descobrir um precedente para
guiá-los. Então Salomão orou a Deus: "Ó Senhor de tudo, quando Tu me
apareceste em Gibeão, e me deste permissão para te pedir um presente, eu não
desejei nem prata nem ouro, mas apenas sabedoria, para que eu pudesse julgar os
homens com justiça."
Deus ouviu sua oração. Quando os
filhos do Cainita chegaram novamente diante de Salomão, ele derramou água
quente sobre uma das cabeças do monstro de duas cabeças, ao que ambas as
cabeças se encolheram e ambas as bocas gritaram: "Estamos morrendo,
estamos morrendo! um, não dois." Salomão decidiu que o filho de duas
cabeças era, afinal, apenas um único ser.
Em outra ocasião, Salomão inventou uma
ação judicial para obter a verdade em um caso envolvido. Três homens
apareceram diante dele, cada um dos quais acusou os outros de roubo. Eles
estavam viajando juntos e, quando o sábado se aproximou, eles pararam e se
prepararam para descansar e procuraram um esconderijo seguro para seu dinheiro,
pois não é permitido levar dinheiro consigo no sábado. Todos os três
juntos esconderam o que tinham no mesmo local e, quando o sábado acabou, eles
se apressaram para lá, apenas para descobrir que havia sido
roubado. Estava claro que um dos três devia ser o ladrão, mas qual deles?
que estava prestes a roubar o jovem de
sua noiva e seu dinheiro. A menina contou ao bandido a história de sua
vida, encerrando com estas palavras: “Se um jovem controlasse sua paixão por
mim, quanto mais você, um velho, deveria se encher de temor de Deus e me deixar
seguir meu caminho. ' Suas palavras surtiram efeito. Os velhos
salteadores não tocaram na garota nem no dinheiro.
"Agora", Solomon continuou
para os três litigantes, "me pediram para decidir qual das três pessoas em
questão agiu com mais nobreza, a garota, o jovem ou o salteador, e eu gostaria
de ter suas opiniões sobre a questão."
O primeiro dos três disse: "Meu
louvor é para a menina, que manteve seu juramento tão fielmente." A
segunda: "Eu deveria dar a palma ao jovem, que se manteve em xeque e não
permitiu que sua paixão prevalecesse". O terceiro disse:
"Encomende-me ao bandido, que manteve as mãos longe do dinheiro, mais
especialmente porque ele estaria fazendo tudo o que se poderia esperar dele se
entregasse a mulher que poderia ter levado o dinheiro".
A última resposta foi suficiente para
colocar Salomão no caminho certo. O homem que foi inspirado com admiração
pelas virtudes do ladrão, provavelmente estava cheio de ganância de
dinheiro. Ele o interrogou e finalmente extorquiu uma confissão. Ele
havia cometido o furto e indicou o local onde havia escondido o dinheiro.
Até os animais submeteram suas
controvérsias ao sábio julgamento de Salomão. Um homem com uma jarra de
leite encontrou uma serpente chorando lamentavelmente em um campo. À
pergunta do homem, a serpente respondeu que era torturada pela
sede. "E o que você está carregando no jarro?" perguntou a
serpente. Quando ouviu o que era, implorou pelo leite e prometeu
recompensar o homem mostrando-lhe um tesouro escondido. O homem deu o
leite à serpente, e então foi conduzida a uma grande rocha. "Sob esta
rocha", disse a serpente, "está o tesouro". O homem rolou a
pedra para o lado e estava prestes a pegar o tesouro, quando de repente a
serpente atacou-o e enrolou-se em seu pescoço. "O que você quer dizer
com tal conduta?" exclamou o homem. "Eu vou te matar",
respondeu a serpente, " porque tu estás roubando de mim todo o meu
dinheiro." O homem propôs que eles apresentassem seu caso ao rei Salomão,
e obtivessem sua decisão sobre quem estava errado. E eles fizeram. Salomão
pediu à serpente que declarasse o que ela exigia do "Quero matá-lo",
respondeu a serpente, "porque as Escrituras o ordenam, dizendo: 'Tu
ferirás o calcanhar do homem.'" Salomão disse: "Primeiro, solte o
pescoço do homem e desça; no tribunal, nenhuma das partes de um processo
pode gozar de vantagem sobre a outra." A serpente deslizou para o chão, e
Salomão repetiu sua pergunta, e recebeu a mesma resposta de antes da serpente.
Então Salomão virou-se para o homem e disse: " Para ti, a ordem de Deus
era ferir a cabeça da serpente, faça isso!” E o homem esmagou a cabeça da
serpente.
Às vezes, as afirmações e pontos de
vista de Salomão, embora brotassem de uma profunda sabedoria, pareciam
estranhos ao comum dos homens. Em tais casos, o sábio rei não desdenhou em
ilustrar a correção de suas opiniões. Por exemplo, tanto os eruditos como
os ignorantes foram atingidos em oposição ao dizer de Salomão: "Encontrei
um homem entre mil; mas não encontrei uma mulher virtuosa entre todos
esses." Sem hesitar, Salomão se comprometeu a provar que estava
certo. Ele fez com que seus assistentes procurassem um casal que gozava de
uma reputação de retidão e virtude.
O marido foi citado antes dele, e
Salomão lhe disse que havia decidido nomeá-lo para um cargo elevado. O rei
exigiu apenas, como garantia de sua lealdade, que ele matasse sua esposa, para
que ele pudesse se casar com a filha do rei, um cônjuge comportando-se com
a dignidade de sua nova posição. Com o coração pesado, o homem foi para
casa. Seu desespero aumentou ao ver sua bela esposa e seus
filhinhos. Embora determinado a cumprir as ordens do rei, ele ainda não
tinha coragem de matar sua esposa enquanto ela estava acordada. Ele
esperou até que ela dormisse profundamente, mas então a criança envolta nos
braços da mãe reacendeu sua afeição paterna e conjugal, e ele recolocou a
espada na bainha, dizendo para si mesmo: "E se o rei me oferecesse todo o
seu reino, Eu não mataria minha esposa." Então ele foi a Salomão e
lhe contou sua decisão final. Um mês depois, Salomão mandou chamar a
esposa e declarou seu amor por ela. Ele disse a ela que a felicidade deles
poderia ser consumada se ela apenas acabasse com o marido. Então ela
deveria ser a primeira esposa em seu harém. Solomon deu-lhe uma espada de
chumbo que brilhava como se fosse feita de aço.
A mulher voltou para casa
decidida a colocar a espada em seu uso designado. Nem um tremor de suas
pálpebras traiu seu propósito sinistro. Pelo contrário, com carícias e
palavras ternas procurava desarmar qualquer suspeita que pudesse
atacá-la. De noite ela se levantou, puxou a espada e começou a matar seu
marido. O instrumento de chumbo naturalmente não fez mal, exceto para
despertar seu marido, a quem ela teve que confessar sua má intenção. No
dia seguinte, marido e mulher foram convocados perante o rei, que assim
convenceu seus conselheiros da veracidade de sua convicção, de que nenhuma
dependência pode ser colocada na mulher. Nem um tremor de suas pálpebras
traiu seu propósito sinistro. Pelo contrário, com carícias e palavras
ternas procurava desarmar qualquer suspeita que pudesse atacá-la. De noite
ela se levantou, puxou a espada e começou a matar seu marido. O
instrumento de chumbo naturalmente não fez mal, exceto para despertar seu
marido, a quem ela teve que confessar sua má intenção. No dia seguinte,
marido e mulher foram convocados perante o rei, que assim convenceu seus
conselheiros da veracidade de sua convicção, de que nenhuma dependência pode
ser colocada na mulher. Nem um tremor de suas pálpebras traiu seu
propósito sinistro. Pelo contrário, com carícias e palavras ternas
procurava desarmar qualquer suspeita que pudesse atacá-la. De noite ela se
levantou, puxou a espada e começou a matar seu marido. O instrumento de
chumbo naturalmente não fez mal, exceto para despertar seu marido, a quem ela
teve que confessar sua má intenção.
No dia seguinte, marido e mulher foram
convocados perante o rei, que assim convenceu seus conselheiros da veracidade
de sua convicção, de que nenhuma dependência pode ser colocada na
mulher. a quem ela teve que confessar sua má intenção. No dia
seguinte, marido e mulher foram convocados perante o rei, que assim convenceu
seus conselheiros da veracidade de sua convicção, de que nenhuma dependência
pode ser colocada na mulher. a quem ela teve que confessar sua má
intenção. No dia seguinte, marido e mulher foram convocados perante o rei,
que assim convenceu seus conselheiros da veracidade de sua convicção, de que
nenhuma dependência pode ser colocada na mulher.
A fama da sabedoria de Salomão se
espalhou por toda parte. Muitos entraram a serviço do rei, na esperança de
lucrar com sua sabedoria. Três irmãos serviram sob seu comando por treze
anos e, desapontados por não terem aprendido nada, decidiram deixar seu
serviço. Salomão deu-lhes a alternativa de receber cem moedas cada, ou
aprender três serras sábias. Resolveram pegar o dinheiro. Mal haviam
saído da cidade, o mais novo dos três, apesar dos protestos de seus dois
irmãos, correu de volta para Salomão e lhe disse: sabedoria. Ore, pegue de
volta o seu dinheiro e, em vez disso, ensine-me sabedoria." Salomão,
então, transmitiu-lhe as seguintes três regras de conduta: "Quando você
viajar para o exterior, parte em tua jornada com o amanhecer e volta para
a noite antes que a escuridão caia; não atravesse um rio que está
cheio; e nunca revelar um segredo a uma mulher." O homem rapidamente
ultrapassou seus irmãos, mas não lhes confidenciou nada do que havia aprendido
de Salomão.
Eles viajaram juntos. Ao aproximar-se
da hora nona, três horas depois do meio-dia, chegaram a local adequado para
passar a noite. O irmão mais novo, atento ao conselho de Salomão, propôs que
parassem ali. Os outros o insultaram com sua estupidez, que, segundo eles, ele
começou a exibir quando levou seu dinheiro de volta para Salomão. . Os dois
seguiram seu caminho, mas o mais novo arrumou seus aposentos para a noite.
Quando a escuridão chegou, e com o frio beliscando, ele estava aconchegado e
confortável, enquanto seus irmãos foram surpreendidos por uma tempestade de
neve, em que pereceram. No dia seguinte continuou sua viagem, e no
caminho encontrou os cadáveres de seus irmãos. Tendo se apropriado do
dinheiro deles, ele os enterrou e continuou. Quando chegou a um rio que
estava muito cheio, lembrou-se do conselho de Salomão e demorou para atravessar
até que a enchente passasse. Enquanto estava na margem, ele observou como
alguns dos servos do rei tentavam atravessar o riacho com animais carregados de
ouro, e como eles foram abatidos pelo dilúvio. Depois que as águas
baixaram, ele atravessou e se apropriou do ouro amarrado aos animais
afogados. Quando ele voltou para casa, rico e sábio, não contou nada do
que havia experimentado até mesmo para sua esposa, que estava muito curiosa
para saber onde seu marido havia obtido sua riqueza. Finalmente, ela o
empurrou tão de perto com perguntas que Salomão O conselho de confiar um
segredo a uma mulher foi completamente esquecido. Certa vez, quando sua
esposa estava brigando com ele, ela gritou: "Não basta você matar seus
irmãos, você deseja me matar também." Em seguida, ele foi acusado de
assassinato de seus maridos por suas duas cunhadas. Ele foi julgado, condenado
à morte e escapou do carrasco apenas quando contou ao rei a história de sua
vida, e foi reconhecido como seu antigo retentor.
Foi com referência às aventuras deste
homem que Salomão disse: "Adquira sabedoria; ela é melhor do que ouro e
muito ouro fino". Em seguida, ele foi acusado de assassinato de seus
maridos por suas duas cunhadas. Ele foi julgado, condenado à morte e
escapou do carrasco apenas quando contou ao rei a história de sua vida, e foi
reconhecido como seu antigo retentor. Foi com referência às aventuras
deste homem que Salomão disse: "Adquira sabedoria; ela é melhor do que
ouro e muito ouro fino". Em seguida, ele foi acusado de assassinato
de seus maridos por suas duas cunhadas. Ele foi julgado, condenado à morte
e escapou do carrasco apenas quando contou ao rei a história de sua vida, e foi
reconhecido como seu antigo retentor. Foi com referência às aventuras
deste homem que Salomão disse: "Adquira sabedoria; ela é melhor do que
ouro e muito ouro fino".
Outro de seus discípulos teve uma
experiência semelhante. Anualmente, um homem vinha de muito longe para
visitar o sábio rei, e quando ele partia, Salomão costumava dar-lhe um
presente. Certa vez, o convidado recusou o presente e pediu ao rei que lhe
ensinasse a língua dos pássaros e dos animais. O rei estava pronto para
atender seu pedido, mas não deixou de avisá-lo primeiro do grande perigo
associado a tal conhecimento. "Se contares a outros uma palavra do
que ouves de um animal", disse ele, "certamente sofrerás a morte; a
tua destruição é inevitável." Nada intimidado, o visitante persistiu
em seu desejo, e o rei o instruiu na arte secreta.
De volta para casa, ele ouviu uma
conversa entre seu boi e sua bunda. O burro disse: "Irmão, a que
distância você está com essas pessoas?"
O boi: "Como tu vives, irmão,
passo dia e noite em trabalho duro e doloroso."
O asno: "Eu posso te dar alívio,
irmão. Se você seguir meu conselho, você viverá com conforto e se livrará de
todo trabalho duro."
O boi: "Ó irmão, que teu coração
se incline para mim, tenha piedade de mim e me ajude. Prometo não me desviar do
teu conselho nem para a direita nem para a esquerda."
O burro: "Deus sabe, estou falando
com a retidão de meu coração e a pureza de meus pensamentos. Meu conselho para
você é não comer palha ou forragem esta noite. Quando nosso mestre perceber
isso, ele vai supor que você está doente. Ele não colocará nenhum trabalho
pesado sobre você, e você pode descansar bem. Foi assim que fiz hoje”.
O boi seguiu o conselho de seu
companheiro. Ele não tocou em nenhum dos alimentos jogados nele. O
patrão, suspeitando de um ardil do jumento, levantou-se durante a noite, foi ao
estábulo e viu o jumento se fartar da manjedoura do boi. Ele não pôde
deixar de rir alto, o que surpreendeu muito sua esposa, que, é claro, não havia
notado nada fora do caminho. O mestre evitou suas perguntas. Algo
ridículo acabara de lhe ocorrer, disse ele à guisa de explicação.
Pela astúcia do boi, resolveu castigar
o burro. Ele ordenou ao servo que deixasse o boi descansar por um dia, e
fizesse o jumento fazer o trabalho de ambos os animais. À noite, o asno
entrou no estábulo cansado e exausto. O boi o saudou com as palavras:
"Irmão, você ouviu alguma coisa sobre o propósito de nossos mestres sem
coração?" "Sim", respondeu o asno, "eu os ouvi falar
em mandar matar você, se você se recusar a comer esta noite também. Eles querem
ter certeza de sua carne pelo menos." Mal o boi ouviu as palavras do
asno, quando se lançou sobre sua comida como um leão voraz sobre sua
presa. Nem uma partícula ele deixou para trás, e o mestre de repente foi
levado a uma gargalhada ruidosa. Desta vez sua esposa insistiu em saber a
causa. Em vão ela implorou e suplicou. Ela jurou não viver mais com
ele se ele não lhe dissesse por que ria. O homem a amava com tanta devoção
que estava pronto a sacrificar sua vida para satisfazer seu capricho, mas antes
de deixar este mundo desejou ver seus amigos e parentes mais uma vez, e os
convidou a todos para sua casa.
Entretanto, o seu cão foi avisado da
aproximação do fim do dono, e tal tristeza tomou conta do fiel animal que ele
não tocou nem na comida nem na bebida. O galo, por outro lado,
apropriou-se alegremente da comida destinada ao cachorro, e ele e suas esposas
desfrutaram de um banquete. Indignado com tal comportamento insensível, o
cão disse ao galo: "Quão grande é a tua insolência, e quão insignificante
é a tua modéstia! O teu dono está a um passo da sepultura, e tu come e te
divertes." A resposta do galo foi: "É minha culpa se nosso
mestre é um tolo e um idiota? Eu tenho dez esposas, e eu as governo como eu
quero. Ninguém ousa se opor a mim e meus comandos. Nosso mestre tem uma única
esposa, e este ele não pode controlar e gerenciar." "O que nosso
mestre deve fazer?" perguntou o cachorro. "Deixe-o pegar
uma vara pesada e bater em sua esposa"
O marido também tinha ouvido essa
conversa, e o conselho do galo parecia bom. Ele a seguiu, e a morte foi
evitada.
Em muitas ocasiões, Salomão usou sua
perspicácia e sabedoria para lidar com governantes estrangeiros que tentaram
tramar o mal contra ele. Salomão precisava de ajuda na construção do
Templo e escreveu ao Faraó, pedindo-lhe que enviasse artistas a
Jerusalém. Faraó atendeu ao seu pedido, mas não honestamente. Ele fez
seus astrólogos determinarem quais de seus homens estavam destinados a morrer
dentro de um ano. Esses candidatos à sepultura ele passou para
Salomão. O rei judeu não demorou a descobrir o truque que lhe
pregaram. Ele imediatamente devolveu os homens ao Egito, cada um com suas
roupas de sepultura, e escreveu: "Ao Faraó! Suponho que você não tinha
mortalhas para este povo. Com isso eu te envio os homens e o que eles
precisam".
Hirão, rei de Tiro, o fiel amigo da
dinastia de Davi, que prestara tão valiosos serviços a Salomão em conexão com a
construção do Templo, estava desejoso de testar sua sabedoria. Ele tinha o
hábito de enviar perguntas capciosas e enigmas para Salomão com o pedido de que
ele os resolvesse e o ajudasse a sair do constrangimento por causa
deles. Salomão, é claro, conseguiu responder a todas elas. Mais tarde,
ele fez um acordo com Hiram, que eles deveriam trocar enigmas e enigmas, e uma
multa em dinheiro seria cobrada de um deles que não conseguisse encontrar a
resposta adequada para uma pergunta proposta pelo outro. Naturalmente era
Hiram quem sempre era o perdedor. Os tírios sustentam que finalmente
Salomão encontrou mais do que seu par em um dos súditos de Hiram, um tal
Abdamon, que colocou muitos enigmas para Salomão que o confundiram.
Da sutileza de Salomão em adivinhar
enigmas, apenas alguns exemplos chegaram até nós, todos eles relacionados com
enigmas colocados a ele pela Rainha de Sabá. A história desta rainha, de
sua relação com Salomão, e o que a induziu a deixar seu lar distante e viajar
para a corte em Jerusalém, constitui um capítulo interessante na vida agitada
do sábio rei.
A RAINHA DE SABA
Salomão, deve ser lembrado, governava
não apenas os homens, mas também os animais do campo, as aves do céu, os
demônios, os espíritos e os espectros da noite. Ele conhecia a língua de
todos eles e eles entendiam a sua língua.
Quando Salomão estava de bom ânimo por
causa do vinho, convocou as feras do campo, as aves do céu, os répteis
rastejantes, as sombras, os espectros e os fantasmas, para dançarem diante dos
reis, seus vizinhos, a quem ele convidou a testemunhar seu poder e
grandeza. Os escribas do rei chamavam os animais e os espíritos pelo nome,
um por um, e todos se reuniam por vontade própria, sem grilhões ou amarras, sem
mão humana para guiá-los.
Em uma ocasião, a poupa foi perdida
entre os pássaros. Ele não poderia ser encontrado em qualquer
lugar. O rei, cheio de ira, ordenou que ele fosse produzido e castigado
por seu atraso. A poupa apareceu e disse: "Ó senhor, rei do mundo,
incline teu ouvido e ouça minhas palavras. Três meses se passaram desde que
comecei a me aconselhar e decidir sobre um curso de ação. Não comi nada. e não
bebi água, para voar pelo mundo inteiro e ver se há algum domínio que não
esteja sujeito ao meu senhor o rei. E eu encontrei uma cidade, a cidade de
Kitor, no Oriente. A poeira é mais vale mais do que o ouro lá, e a prata é como
a lama das ruas. Suas árvores são desde o início de todos os tempos, e sugam a
água que flui do jardim do Éden. A cidade está cheia de homens. Em suas
cabeças eles usam guirlandas coroadas no Paraíso. Não sabem lutar, nem
atirar com arco e flecha. Seu governante é uma mulher, ela é chamada de
Rainha de Sabá. Se, agora, te agradar, ó senhor e rei, eu cingirei meus
lombos como um herói, e viajarei para a cidade de Kitor na terra de Sabá. Agrilhoarei
seus reis com cadeias e seus governantes com faixas de ferro, e os trarei todos
perante o rei meu senhor”.
O discurso da poupa agradou o
rei. Os escrivães de sua terra foram convocados, escreveram uma carta e a
amarraram na asa da poupa. O pássaro subiu para o céu, soltou seu grito e
voou para longe, seguido por todos os outros pássaros.
E chegaram a Kitor na terra de
Sabá. Era de manhã, e a rainha tinha saído para prestar culto ao
sol. De repente, os pássaros escureceram sua luz. A rainha ergueu a
mão e rasgou o manto, e ficou muito espantada. Então a poupa pousou perto
dela. Vendo que uma carta estava amarrada em sua asa, ela a soltou e a
leu. E o que estava escrito na carta? "De mim, rei Salomão! Paz
seja contigo, paz com os nobres do teu reino! Saiba que Deus me designou rei
sobre os animais do campo, as aves do céu, os demônios, os espíritos e os
espectros. Todos os reis do Oriente e do Ocidente vêm me trazer saudações. Se
você vier e me saudar, eu lhe darei grande honra, mais do que qualquer um dos
reis que me atendem. Mas se você não me homenagear , enviarei reis, legiões e
cavaleiros contra ti. Você pergunta, quem são esses reis, legiões e
cavaleiros do rei Salomão? Os animais do campo são meus reis, os pássaros
meus cavaleiros, os demônios, o espírito e as sombras da noite minhas
legiões. Os demônios os estrangularão em suas camas à noite, enquanto os
animais os matarão no campo, e os pássaros consumirão sua carne”.
Quando a rainha de Sabá leu o conteúdo
da carta, ela novamente rasgou sua roupa e mandou dizer aos anciãos e
príncipes: "Vocês não sabem o que Salomão me escreveu?" Eles
responderam: "Não sabemos nada do rei Salomão, e seu domínio não
consideramos nada." Mas suas palavras não tranquilizaram a
rainha. Ela reuniu todos os navios do mar e os carregou com os melhores
tipos de madeira, e com pérolas e pedras preciosas. Junto com estes, ela
enviou a Salomão seis mil jovens e moças, nascidos no mesmo ano, no mesmo mês,
no mesmo dia, na mesma hora, todos de mesma estatura e tamanho, todos vestidos
de púrpura. Eles levaram uma carta ao rei Salomão como segue: "Da
cidade de Kitor para a terra de Israel é uma jornada de sete anos. Como é teu
desejo e ordem que eu te visite,
Quando se aproximava a hora de sua
chegada, Salomão enviou Benaia, filho de Joiada, para encontrá-la. Benaia
era como o resplendor no céu oriental ao raiar do dia, como a estrela da tarde
que supera todas as outras estrelas, como o lírio que cresce junto aos riachos
de água. Quando a rainha o viu, ela desceu de sua carruagem para honrá-lo. Benaia
perguntou por que ela deixou sua carruagem. "Você não é o rei
Salomão?" ela questionou por sua vez. Benaia respondeu: "Eu
não sou o rei Salomão, apenas um de seus servos que estão em sua
presença." Então a rainha virou-se para seus nobres e disse: "Se
você não viu o leão, pelo menos você viu seu covil, e se você não viu o rei
Salomão, pelo menos você viu a beleza daquele que está em sua presença. ."
Benaia conduziu a rainha até Salomão,
que havia ido se sentar em uma casa de vidro para recebê-la. A rainha foi
enganada por uma ilusão. Ela pensou que o rei estava sentado na água e, ao
se aproximar dele, levantou sua roupa para mantê-la seca. Em seus pés
descalços, o rei notou o cabelo e disse a ela: "Tua beleza é a beleza de
uma mulher, mas seu cabelo é masculino; o cabelo é um ornamento para um homem,
mas desfigura uma mulher".
Então a rainha começou e disse:
"Eu ouvi falar de ti e da tua sabedoria; se agora eu te perguntar sobre um
assunto, tu me responderás?" Ele respondeu: "O Senhor dá
sabedoria, de sua boca vem o conhecimento e o entendimento". Ela
então lhe disse:
1. "Há sete que saem e nove que
entram; dois dão o chope e um bebe." Ele disse a ela: "Sete são
os dias da contaminação da mulher, e nove os meses de gravidez; dois são os
seios que dão o gole, e um a criança que bebe." Então ela disse a ele:
"Tu és sábio."
2. Então ela o questionou ainda mais:
"Uma mulher disse a seu filho, teu pai é meu pai, e teu avô meu marido; tu
és meu filho, e eu sou tua irmã." "Certamente", disse ele,
"foi a filha de Lot quem falou assim com seu filho."
3. Ela colocou vários homens e mulheres
da mesma estatura e vestimenta diante dele e disse: "Faça a distinção
entre eles." Imediatamente fez um sinal aos eunucos, que lhe
trouxeram uma quantidade de nozes e espigas de milho torradas. Os machos,
que não eram tímidos, os agarraram com as próprias mãos; as fêmeas os
pegaram, estendendo as mãos enluvadas por baixo de suas vestes. Ao que ele
exclamou: "Aqueles são os machos, estas são as fêmeas."
4. Ela trouxe-lhe vários homens, alguns
circuncidados e outros incircuncisos, e pediu-lhe que os distinguisse. Ele
imediatamente fez um sinal ao sumo sacerdote, que abriu a arca da aliança, e os
circuncidados curvaram seus corpos até a metade de sua altura, enquanto seus
semblantes estavam cheios do brilho da Shekinah; os incircuncisos
prostraram-se de bruços. "Esses", disse ele, "são
circuncidados, esses incircuncisos". "Você é sábio, de
fato," ela exclamou.
5. Ela lhe fez outras perguntas, a
todas as quais ele respondeu. "Quem é aquele que não nasceu nem
morreu?" "É o Senhor do mundo, bendito seja Ele."
6. "Que terra é aquela que apenas
uma vez viu o sol?" "A terra sobre a qual, depois da criação, as
águas foram reunidas, e o leito do Mar Vermelho no dia em que foi
dividido."
7. "Há um recinto com dez portas,
quando uma está aberta, nove estão fechadas; quando nove estão abertas, uma
está fechada?" "Esse recinto é o útero; as dez portas são os dez
orifícios do homem seus olhos, ouvidos, narinas, boca, as aberturas para a
descarga dos excrementos e da urina e o umbigo; quando a criança está em estado
embrionário, o umbigo está aberto e os outros orifícios estão fechados, mas
quando sai do útero, o umbigo está fechado e os outros estão abertos."
8. "Há algo que, quando vivo, não
se move, mas quando sua cabeça é cortada, ele se move?" "É o
navio no mar."
9. "Quais são os três que não
comeram, nem beberam, nem receberam pão, mas salvaram vidas da
morte?" "O sinete, o cordão e o cajado são esses três."
10. "Três entraram em uma caverna
e cinco saíram dela?" "Lot e suas duas filhas e seus dois
filhos."
11. "Os mortos viveram, a
sepultura se moveu e os mortos oraram: o que é isso?" "Os mortos
que viveram e oraram, Jonas; e os peixes, a sepultura em movimento."
12. "Quem foram os três que
comeram e beberam sobre a terra, e ainda não nasceram de homem e
mulher?" "Os três anjos que visitaram Abraão."
13. "Quatro entraram num lugar de
morte e saíram vivos, e dois entraram num lugar de vida e saíram
mortos?" "Os quatro eram Daniel, Hananias, Misael e Azarias, e
os dois eram Nadabe e Abiú".
14. "Quem era aquele que nasceu e
não morreu?" "Elias e o Messias."
15. "O que era o que não nasceu,
mas a vida lhe foi dada?" "O bezerro de ouro."
16. "O que é o que é produzido da
terra, mas o homem o produz, enquanto seu alimento é o fruto da
terra?" "Um pavio."
17. "Uma mulher foi casada com
dois, e deu à luz dois filhos, mas estes quatro tiveram um
pai?" "Tamar."
18. "Uma casa cheia de mortos;
nenhum morto veio entre eles, nem um vivo saiu deles?" "É a
história de Sansão e os filisteus."
19. Em seguida, a rainha ordenou que
trouxessem o tronco serrado de uma árvore de cedro, e pediu a Salomão que
indicasse em que extremidade estava a raiz e em que ramos. Ele ordenou que
ela o jogasse na água, quando uma extremidade afundou e a outra flutuou na
superfície da água. A parte que afundou foi a raiz, e a que permaneceu em
cima foi a ponta do galho. Então ela disse a ele: "Tu excedes em
sabedoria e bondade a fama que ouvi, bendito seja o teu Deus!"
Os últimos três enigmas que a Rainha de
Sabá colocou a Salomão foram os seguintes:
20. "O que é isso? Um poço de
madeira com baldes de ferro, que tiram pedras e despejam água." O rei
respondeu: "Um tubo de rouge".
21. "O que é isso? Ele vem como pó
da terra, seu alimento é pó, é derramado como água, e ilumina a
casa." "Nafta."
22. "O que é isso? Ele anda à
frente de todos; clama alto e amargamente; sua cabeça é como o junco; é a
glória do nobre, a vergonha do pobre; a glória dos mortos, a vergonha do os
vivos; o deleite dos pássaros, a angústia dos peixes”. Ele respondeu:
"Linho".
SALOMÃO MESTRE DOS
DEMÔNIOS
Nunca viveu um homem privilegiado, como
Salomão, para tornar os demônios receptivos à sua vontade. Deus o dotou
com a habilidade de transformar o poder vicioso dos demônios em um poder que
opera em benefício dos homens. Ele inventou fórmulas de encantamento pelas
quais as doenças eram aliviadas, e outras pelas quais os demônios eram
exorcizados para que fossem banidos para sempre. Como seus assistentes
pessoais, ele tinha espíritos e demônios que ele podia enviar para cá e para lá
no mesmo instante. Ele podia cultivar plantas tropicais na Palestina,
porque seus espíritos ministradores lhe garantiam água da Índia.
Como os espíritos eram subservientes a
ele, também os animais. Ele tinha uma águia em cujas costas ele foi
transportado para o deserto e de volta em um dia, para construir lá a cidade
chamada Tadmor na Bíblia. Esta cidade não deve ser confundida com a cidade
síria de Palmyra, também chamada Tadmor. Situava-se perto das
"montanhas das trevas", o local de encontro dos espíritos e demônios. Para
lá a águia levaria Salomão num abrir e fechar de olhos, e Salomão deixaria cair
um papel escrito com um verso entre os espíritos, para afastar o mal de si
mesmo. Então a águia reconheceria as montanhas das trevas, até que tivesse
avistado o local em que os anjos caídos 'Azza e 'Azzael jazem acorrentados com
grilhões de ferro, um local que ninguém, nem mesmo um pássaro, pode
visitar. Quando a águia encontrou o lugar, ele tomaria Salomão sob
sua asa esquerda e voaria para os dois anjos. Através do poder do anel com
o Santo Nome gravado nele, que Salomão colocou na boca da águia, 'Azza e
'Azzael foram forçados a revelar os mistérios celestiais ao rei.
Os demônios foram de maior serviço a
Salomão durante a construção do Templo. Aconteceu assim: quando Salomão
começou a construir o Templo, aconteceu uma vez que um espírito malicioso
arrebatou o dinheiro e a comida de um dos pajens favoritos do rei. Isso
ocorreu várias vezes, e Salomão não conseguiu prender o malfeitor. O rei
rogou fervorosamente a Deus que entregasse o espírito maligno em suas
mãos. Sua oração foi atendida.
O arcanjo Miguel apareceu a ele, e
deu-lhe um pequeno anel com um selo consistindo de uma pedra gravada, e ele lhe
disse: "Toma, ó Salomão, rei, filho de Davi, o presente que o Senhor Deus,
o sumo Zebaot , enviou a ti, com ela encerrarás todos os demônios da terra,
macho e fêmea, e com a ajuda deles edificarás Jerusalém. Mas você deve
usar este selo de Deus; e esta gravura do selo do anel que te enviou é uma
Pentalfa." Armado com ela, Salomão convocou todos os demônios diante dele,
e perguntou a cada um por sua vez seu nome, bem como o nome da estrela ou
constelação ou signo zodiacal e do anjo particular a que cada um está
sujeito.Um após o outro os espíritos foram vencidos e compelidos por Salomão a
ajudar na construção do Templo.
Ornias, o espírito vampiro que
maltratou o servo de Salomão, foi o primeiro demônio a aparecer, e ele foi
encarregado de cortar pedras perto do Templo. E Salomão mandou Ornias vir,
e ele deu-lhe o selo, dizendo: "Fora daqui, e traga-me aqui o príncipe de
todos os demônios." Ornias pegou o anel no dedo e foi para Belzeboul,
que tem o reinado sobre os demônios. Ele lhe disse: "Aqui! Salomão te
chama." Mas Belzeboul, tendo ouvido, disse-lhe: "Dize-me, quem é
este Salomão de quem me falas?" Então Ornias jogou o anel no peito de
Belzeboul, dizendo: "O rei Salomão te chama". Mas Belzeboul
gritou com uma voz poderosa e disparou uma grande e ardente chama de
fogo; e ele se levantou e seguiu Ornias, e veio a Salomão. Levado
perante o rei, ele lhe prometeu reunir todos os espíritos imundos para
ele. Beelzeboul passou a fazê-lo, começando com Onoskelis, que tinha uma
forma muito bonita e a pele de uma mulher de cor clara, e foi seguido por
Asmodeus; ambos dando conta de si mesmos.
Belzeboul reapareceu em cena e, em sua conversa
com Salomão, declarou que só ele sobreviveu dos anjos que desceram do
céu. Ele reinou sobre todos os que estão no Tártaro e teve um filho no Mar
Vermelho, que de vez em quando sobe a Belzebu e lhe revela o que ele
fez. Em seguida, apareceu o demônio das Cinzas, Tephros, e depois dele um
grupo de sete espíritos femininos, que se declararam dos trinta e seis
elementos das trevas. Salomão ordenou-lhes que cavassem os alicerces do
templo, pois o comprimento era de duzentos e cinquenta côvados. E ordenou-lhes
que fossem diligentes e, com um murmúrio unificado de protesto, começaram a
executar as tarefas ordenadas.
Salomão ordenou que outro demônio
viesse diante dele. E foi trazido a ele um demônio com todos os membros de
um homem, mas sem cabeça. O demônio disse a Salomão: "Chamo-me
Inveja, porque me deleito em devorar cabeças, desejando garantir para mim uma
cabeça; mas não como o suficiente, e estou ansioso para ter uma cabeça como tu
tens". Seguiu-se um espírito semelhante a um cão, cujo nome era Rabdos,
e revelou a Salomão uma pedra verde, útil para o adorno do Templo. Vários
outros demônios masculinos e femininos apareceram, entre eles os trinta e seis
governantes mundiais das trevas, a quem Salomão ordenou que trouxessem água
para o Templo. Alguns desses demônios ele condenou a fazer o trabalho
pesado na construção do Templo, outros ele encerrou na prisão, e outros, ainda,
ele ordenou que lutassem com fogo na fabricação de ouro e prata,
Depois que Salomão, com a ajuda dos
demônios, completou o Templo, os governantes, entre eles a Rainha de Sabá, que
era uma feiticeira, vieram de longe e de perto para admirar a magnificência e a
arte do edifício, e não menos a sabedoria de seus construtor.
Um dia, um velho apareceu diante de
Salomão para reclamar de seu filho, a quem ele acusou de ter sido tão ímpio a
ponto de levantar a mão contra seu pai e dar-lhe um golpe. O jovem negou a
acusação, mas seu pai insistiu que sua vida fosse perdida. De repente,
Salomão ouviu uma risada alta. Foi o demônio Ornias, que foi culpado do
comportamento desrespeitoso. Repreendido por Salomão, o demônio disse:
"Rogo-te, ó rei, não foi por causa de ti que eu ri, mas por causa deste
velho infeliz e do jovem miserável, seu filho. Pois depois de três dias seu
filho morrerá intempestivo, e, eis que o velho deseja acabar com ele
imundo." Salomão atrasou seu veredicto por vários dias, e quando
depois de cinco dias chamou o velho pai à sua presença, parecia que Ornias
havia falado a verdade.
Depois de algum tempo, Salomão recebeu
uma carta de Adares, rei da Arábia. Ele implorou ao rei judeu que livrasse
sua terra de um espírito maligno, que estava fazendo grandes maldades e que não
podia ser capturado e tornado inofensivo, porque ele apareceu na forma de
vento. Salomão deu seu anel mágico e uma garrafa de couro a um de seus
escravos e o enviou para a Arábia. O mensageiro conseguiu confinar a
aguardente na garrafa. Poucos dias depois, quando Salomão entrou no
Templo, ele não ficou nem um pouco surpreso ao ver uma garrafa caminhar em sua
direção e se curvar reverentemente diante dele; era a garrafa em que o
espírito estava encerrado. Este mesmo espírito uma vez prestou um grande
serviço a Salomão. Auxiliado por demônios, ele levantou uma pedra
gigantesca do Mar Vermelho. Nem seres humanos nem demônios podiam movê-lo,
mas ele o carregou para o Templo, onde foi usado como pedra angular.
Por sua própria culpa, Salomão perdeu o
poder de realizar atos milagrosos, que o espírito divino lhe havia
conferido. Ele se apaixonou pela mulher jebusita Sonmanitas. Os
sacerdotes de Moloch e Raphan, os falsos deuses que ela adorava,
aconselharam-na a rejeitar seu pedido, a menos que ele prestasse homenagem a
esses deuses. A princípio Salomão foi firme, mas, quando a mulher lhe
pediu que pegasse cinco gafanhotos e os esmagasse em suas mãos em nome de
Moloch, ele obedeceu. Imediatamente ele foi privado do espírito Divino, de
sua força e sabedoria, e ele caiu tão baixo que para agradar sua amada
construiu templos para Baal e Raphan.
A EDIFICAÇÃO DO
TEMPLO
Entre as grandes realizações de
Salomão, o primeiro lugar deve ser atribuído ao soberbo Templo construído por
ele. Ele estava há muito em dúvida sobre onde deveria
construí-lo. Uma voz celestial o orientou a ir ao monte Sião à noite, a um
campo de propriedade conjunta de dois irmãos. Um dos irmãos era solteiro e
pobre, o outro foi abençoado com riqueza e uma grande família de
filhos. Era tempo de colheita. Na calada da noite, o irmão pobre
continuava a aumentar a pilha de grãos do outro, pois, embora fosse pobre, achava
que seu irmão precisava de mais por causa de sua família numerosa. O irmão
rico, da mesma forma clandestina, acrescentou à loja do irmão pobre, pensando
que embora tivesse uma família para sustentar, o outro não tinha
meios. Este campo, concluiu Salomão, que havia suscitado uma manifestação
tão notável de amor fraterno,
Cada detalhe do equipamento e
ornamentação do Templo atesta a rara sabedoria de Salomão. Ao lado dos
móveis necessários, plantou árvores douradas, que deram frutos durante todo o
tempo em que o prédio ficou de pé. Quando o inimigo entrou no Templo, os
frutos caíram das árvores, mas eles florescerão novamente quando for
reconstruído nos dias do Messias.
Salomão foi tão assíduo que a
construção do Templo levou apenas sete anos, cerca de metade do tempo para a
construção do palácio do rei, apesar da maior magnificência do
santuário. A esse respeito, ele era o superior de seu pai Davi, que
primeiro construiu uma casa para si mesmo e depois pensou em uma casa para Deus
habitar. De fato, foi o trabalho meritório de Salomão em relação ao Templo que
o salvou de sendo considerado pelos sábios como um dos reis ímpios, entre os
quais suas ações posteriores poderiam tê-lo colocado.
De acordo com a medida do zelo
demonstrado por Salomão foram a ajuda e o favor mostrados a ele por
Deus. Durante os sete anos que levou para construir o Templo, não morreu
um único operário que estivesse empregado nele, nem mesmo um único
adoeceu. E como os operários eram sólidos e robustos do início ao fim, a
perfeição de suas ferramentas permaneceu intacta até que o edifício ficasse
completo. Assim, o trabalho não sofreu nenhum tipo de
interrupção. Após a dedicação do Templo, no entanto, os trabalhadores
morreram, para que não construíssem estruturas semelhantes para os pagãos e
seus deuses. Seu salário eles deveriam receber de Deus no mundo vindouro,
e o mestre de obras, Hiram, foi recompensado com a permissão de chegar vivo ao
Paraíso.
O Templo foi concluído no mês de Bul,
agora chamado Marheshwan, mas o edifício ficou fechado por quase um ano
inteiro, porque era a vontade de Deus que a dedicação ocorresse no mês do
nascimento de Abraão. Enquanto isso, os inimigos de Salomão se regozijaram
maliciosamente. "Não foi o filho de Bate-Seba", disseram eles, "quem
construiu o Templo? Como, então, Deus pôde permitir que Sua Shekinah repousasse
sobre ele?" Quando ocorreu a consagração da casa, e "desceu fogo
do céu", eles reconheceram seu erro.
A importância do Templo apareceu
imediatamente, pois as chuvas torrenciais que anualmente desde o dilúvio caíam
por quarenta dias a partir do mês de Marheshwan, pela primeira vez não
chegaram, e daí em diante não apareceram mais.
A alegria do povo pelo santuário era
tão grande que eles realizavam as cerimônias de consagração no Dia da
Expiação. Contribuiu muito para sua tranquilidade que uma voz celestial
foi ouvida para proclamar: "Vocês todos terão uma parte no mundo
vindouro."
A grande casa de oração refletia honra
não apenas para Salomão e o povo, mas também para o rei Davi. O seguinte
incidente prova isso: Quando a Arca estava prestes a ser trazida para o Santo
dos Santos, a porta da câmara sagrada trancou-se e foi impossível
abri-la. Salomão orou fervorosamente a Deus, mas suas súplicas não
surtiram efeito até que ele pronunciou as palavras: "Lembra-te das boas
obras de Davi, teu servo." O Santo dos Santos então se abriu por si
mesmo, e os inimigos de Davi tiveram que admitir que Deus havia perdoado
totalmente seu pecado.
Na execução do trabalho do Templo, um
desejo acalentado por Davi foi cumprido. Ele era avesso a ter o ouro que
havia tomado como despojo dos locais de culto pagãos durante suas campanhas
usadas para o santuário em Jerusalém, porque temia que os pagãos se gabassem,
na destruição do Templo, de que seus deuses eram corajosos. , e estavam se
vingando destruindo a casa do Deus israelita. Felizmente Salomão era tão
rico que não havia necessidade de recorrer ao ouro herdado de seu pai, e assim
o desejo de Davi foi realizado.
O TRONO DE SALOMÃO
Ao lado do Templo em sua magnificência,
é o trono de Salomão que perpetua o nome e a fama do sábio rei. Nenhum
antes dele e nenhum depois dele poderia produzir uma obra de arte semelhante, e
quando os reis, seus vassalos, viram a magnificência do trono, prostraram-se e
louvaram a Deus. O trono era coberto com ouro fino de Ofir, cravejado de
berilos, incrustado de mármore e cravejado de esmeraldas, rubis, pérolas e todo
tipo de pedras preciosas. Em cada um de seus seis degraus havia dois leões
dourados e duas águias douradas, um leão e uma águia à esquerda, e um leão e
uma águia à direita, os pares de pé frente a frente, de modo que a pata direita
do leão estava oposta à asa esquerda da águia, e sua pata esquerda oposta à asa
direita da águia. O assento real ficava no topo, que era redondo.
No primeiro degrau que conduz ao
assento estava agachado um boi, e diante dele um leão; no segundo, um lobo
e um cordeiro; no terceiro, um leopardo e uma cabra; na quarta
pousaram uma águia e um pavão; na quinta um falcão e um galo; e no
sexto um falcão e um pardal; tudo feito de ouro. Bem no topo
descansava uma pomba, suas garras cravadas em um falcão, para indicar que
chegaria o tempo em que todos os povos e nações seriam entregues nas mãos de
Israel. Sobre o assento estava pendurado um castiçal dourado, com lâmpadas
douradas, romãs, rapé, incensários, correntes e lírios. Sete ramos se
estendiam de cada lado. Nos braços à direita estavam as imagens dos sete
patriarcas do mundo, Adão, Noé, Sem, Jó, Abraão, Isaac e Jacó; e nos
braços à esquerda, as imagens dos sete homens piedosos do mundo, Coate, Amram,
Moisés, Aaron, Eldad, Medad e o profeta Hur. Anexado ao topo do
castiçal havia uma tigela de ouro cheia do mais puro azeite, para ser usado
para o castiçal do Templo, e abaixo, uma bacia de ouro, também cheia do mais
puro azeite, para o castiçal sobre o trono. A bacia trazia a imagem do
sumo sacerdote Eli; as de seus filhos Hofni e Finéias estavam nas duas
torneiras que saíam da bacia, e as de Nadabe e Abiú nos tubos que ligavam as
torneiras à bacia.
Na parte superior do trono havia
setenta cadeiras de ouro para os membros do Sinédrio e mais duas para o sumo
sacerdote e seu vigário. Quando o sumo sacerdote veio prestar homenagem ao
rei, os membros do Sinédrio também apareceram para julgar o povo, e se sentaram
à direita e à esquerda do rei. À aproximação das testemunhas, a maquinaria
do trono roncou as rodas giraram, o boi mugiu, o leão rugiu, o lobo uivou, o
cordeiro baliu, o leopardo rosnou, o bode gritou, o falcão gritou, o pavão
engoliu, o o galo cantou, o falcão guinchou, o pardal cantou tudo para
aterrorizar as testemunhas e impedi-las de dar falso testemunho.
Quando Salomão pôs os pés no primeiro
degrau para subir ao seu assento, sua maquinaria foi acionada. O boi de
ouro levantou-se e levou-o ao segundo degrau, e ali o passou aos cuidados das
feras que o guardavam, e assim foi conduzido de degrau em degrau até o sexto,
onde as águias o receberam e o colocaram sobre seu colo. assento. Assim
que ele se sentou, uma grande águia colocou a coroa real em sua cabeça. Em
seguida, uma enorme cobra rolou contra a máquina, forçando os leões e águias
para cima até que cercaram a cabeça do rei. Uma pomba de ouro desceu de
uma coluna, tirou o rolo sagrado de um caixão e o deu ao rei, para que ele
obedecesse à ordem das Escrituras, para ter a lei consigo e lê-lo todos os dias
de sua vida. vida. Acima do trono vinte e quatro videiras entrelaçadas,
Era tarefa dos sete arautos manter
Salomão lembrado de seus deveres como rei e juiz. O primeiro dos arautos
aproximou-se dele quando ele pôs os pés no primeiro degrau do trono e começou a
recitar a lei para os reis: "Ele não multiplicará esposas para si
mesmo". No segundo passo, o segundo arauto o lembrou: "Ele não
multiplicará cavalos para si mesmo"; na terceira, o próximo dos
arautos disse: "Nem ele multiplicará grandemente para si prata e
ouro." No quarto passo, o quarto arauto lhe disse: "Não torcerás
o julgamento"; no quinto degrau, pelo quinto arauto, "Não
respeitarás as pessoas", e no sexto, pelo sexto arauto, "Nem tomarás
presente". Finalmente, quando ele estava prestes a sentar-se no
trono, o sétimo arauto gritou:
O trono não permaneceu por muito tempo
na posse dos israelitas. Durante a vida de Roboão, filho de Salomão, foi
levado para o Egito. Shishak, o sogro de Salomão, se apropriou dela como
indenização por reivindicações que ele fez contra o estado judeu em favor de
sua filha viúva. Quando Senaqueribe conquistou o Egito, ele levou o trono
consigo, mas, em sua marcha de volta para casa, durante a derrubada de seu
exército diante dos portões de Jerusalém, ele teve que se separar dele para
Ezequias.
Agora permaneceu na Palestina até o
tempo de Jeoás, quando foi mais uma vez levado ao Egito pelo Faraó
Neco. Sua posse do trono lhe trouxe pouca alegria. Desconhecendo seu
maravilhoso mecanismo, ele foi ferido na lateral por um dos leões na primeira
vez que tentou montá-lo, e para sempre depois que ele mancou, por isso
recebeu o sobrenome Necho, o manco. Nabucodonosor foi o próximo possuidor
do trono.
Ele caiu em sua sorte na conquista do
Egito, mas quando ele tentou usá-lo na Babilônia, ele não se saiu melhor do que
seu antecessor no Egito. O leão de pé perto do trono deu-lhe um golpe tão
forte que ele nunca mais ousou subir nele. Através de Dario o trono chegou
a Elam, mas, sabendo o que seus outros proprietários haviam sofrido, ele não se
aventurou a sentar-se nele, e seu exemplo foi imitado por Assuero. Este
tentou fazer com que seus artífices lhe moldassem uma obra artística
semelhante, mas, é claro, eles falharam. Os governantes medos cederam o
trono aos monarcas gregos e, finalmente, ele foi levado para Roma. mas
quando tentou usá-lo na Babilônia, não se saiu melhor do que seu predecessor no
Egito.
O leão de pé perto do trono deu-lhe um golpe tão forte que ele nunca mais ousou subir nele. Através de Dario, o trono chegou a Elam, mas, sabendo o que seus outros proprietários haviam sofrido, ele não se aventurou a sentar-se nele, e seu exemplo foi imitado por Assuero. Este tentou fazer com que seus artífices lhe moldassem uma obra artística semelhante, mas, é claro, eles falharam. Os governantes medos cederam o trono aos monarcas gregos e, finalmente, ele foi levado para Roma. mas quando tentou usá-lo na Babilônia, não se saiu melhor do que seu predecessor no Egito. O leão de pé perto do trono deu-lhe um golpe tão forte que ele nunca mais ousou subir nele. Através de Dario, o trono chegou a Elam, mas, sabendo o que seus outros proprietários haviam sofrido, ele não se aventurou a sentar-se nele, e seu exemplo foi imitado por Assuero.
Este
tentou fazer com que seus artífices lhe moldassem uma obra artística
semelhante, mas, é claro, eles falharam. Os governantes medos cederam o
trono aos monarcas gregos e, finalmente, ele foi levado para Roma. ele não
se aventurou a sentar-se nele, e seu exemplo foi imitado por Assuero. Este
tentou fazer com que seus artífices lhe moldassem uma obra artística
semelhante, mas, é claro, eles falharam. Os governantes medos cederam o
trono aos monarcas gregos e, finalmente, ele foi levado para Roma. ele não
se aventurou a sentar-se nele, e seu exemplo foi imitado por Assuero. Este
tentou fazer com que seus artífices lhe moldassem uma obra artística
semelhante, mas, é claro, eles falharam. Os governantes medos cederam o
trono aos monarcas gregos e, finalmente, ele foi levado para Roma.
O HIPODROMO
O trono não era a única visão notável na corte do magnífico rei. Salomão atraiu visitantes à sua capital por meio de jogos e shows. Em todos os meses do ano, esperava-se que o oficial encarregado do mês organizasse uma corrida de cavalos, e uma vez por ano ocorria uma corrida em que os competidores eram dez mil jovens, principalmente das tribos de Gad e Naftali. , que viviam na corte do rei ano após ano, e eram mantidos por ele.
Para os estudiosos, seus discípulos, os sacerdotes e os
levitas, as corridas eram realizadas no último dia do mês; no primeiro dia
do mês os moradores de Jerusalém eram os espectadores e, no segundo dia, os
estrangeiros. O hipódromo ocupava uma área de três quadrados parasangs,
com um quadrado interno medindo um parasang de cada lado, em torno do qual as
corridas eram realizadas. Dentro havia duas grades ornamentadas com todos
os tipos de animais. Das mandíbulas de quatro leões dourados, presos aos
pilares aos dois, perfumes e especiarias fluíam para o povo.
Os espectadores foram divididos em
quatro grupos distinguidos pela cor de seus trajes: o rei e seus assistentes,
os eruditos e seus discípulos, e os sacerdotes e levitas estavam vestidos com
roupas azul-claras; todo o resto de Jerusalém usava branco; os
visitantes das cidades e aldeias vizinhas usavam vermelho, e o verde marcava os
pagãos vindos de longe, que vinham carregados de tributos e presentes. As
quatro cores correspondiam às quatro estações. No outono o céu é
brilhantemente azul; no inverno a neve branca cai; a cor da primavera
é verde como o oceano, porque é a estação propícia às viagens, e o vermelho é a
cor do verão,
Como os espetáculos públicos eram
executados com pompa e esplendor, a mesa do rei era
suntuosa. Independentemente da estação e do clima, sempre foi carregado
com as iguarias de todas as partes do globo. Caça e aves, mesmo de
variedades desconhecidas na Palestina, não faltavam, e todos os dias vinha um
lindo pássaro da Barbary e se instalava diante do assento do rei à mesa. As
Escrituras nos falam de grandes quantidades de comida exigidas pela casa de
Salomão, mas não era tudo o que era necessário. O que a Bíblia menciona,
abrange apenas os acessórios, como especiarias e os ingredientes
menores. As necessidades reais eram muito maiores, como pode ser julgado
pelo costume de que todas as mil esposas de Salomão organizavam um banquete
diariamente, cada uma na esperança de que o rei jantasse com ela.
LIÇÕES DE HUMILDADE
Grande e poderoso como Salomão era, e
sábio e justo, ainda assim não faltavam ocasiões para lhe trazer a verdade de
que o mais sábio e poderoso dos mortais não pode se entregar ao orgulho e à
arrogância.
Salomão tinha uma preciosa peça de
tapeçaria, de sessenta milhas quadradas, na qual voou pelo ar tão rapidamente
que podia tomar café da manhã em Damasco e jantar na Média. Para cumprir
suas ordens, ele tinha à sua disposição e chamava Asafe ben Berechias entre os
homens, Ramirat entre os demônios, o leão entre os animais e a águia entre os
pássaros. Certa vez aconteceu que o orgulho tomou conta de Salomão
enquanto ele navegava pelo ar em seu tapete, e ele disse: "Não há ninguém
semelhante a mim no mundo, a quem Deus concedeu sagacidade, sabedoria,
inteligência e conhecimento, além de me tornar o governante do
mundo." No mesmo instante, o ar se agitou e quarenta mil homens
caíram do tapete mágico. O rei ordenou que o vento parasse de soprar, com
a palavra: "Volte!" Então o vento: "Se você voltar para
Deus e subjugar seu orgulho, eu também,
Em uma ocasião ele se desviou para o
vale das formigas no curso de suas andanças. Ele ouviu uma formiga ordenar
que todas as outras se retirassem, para evitar serem esmagadas pelos exércitos
de Salomão. O rei parou e chamou a formiga que havia falado. Ela lhe
disse que era a rainha das formigas e deu suas razões para a ordem de
retirada. Salomão queria fazer uma pergunta à rainha das formigas, mas ela
se recusou a responder a menos que o rei a pegasse e a colocasse em sua mão. Ele
aquiesceu e então fez sua pergunta: "Existe alguém maior do que eu em todo
o mundo?" "Sim", disse a formiga.
Salomão: "Quem?"
Ant: "Eu sou."
Salomão: "Como isso é
possível?"
Ant: "Se eu não fosse maior do que
tu, Deus não te teria levado até aqui para me colocar em tua mão."
Exasperado, Salomão a jogou no chão e
disse: "Você sabe quem eu sou? Eu sou Salomão, filho de Davi."
Nem um pouco intimidada, a formiga
lembrou o rei de sua origem terrena, e o advertiu à humildade, e o rei saiu
envergonhado.
Em seguida, ele chegou a um edifício
magnífico, no qual procurou entrar em vão; ele não conseguiu encontrar
nenhuma porta que levasse a ela. Depois de uma longa busca, os demônios
encontraram uma águia de setecentos anos, e ele, incapaz de lhes dar qualquer
informação, a enviou para seu irmão de novecentos anos, cujo ninho era mais
alto que o seu, e que provavelmente estaria em posição para
aconselhá-los. Mas ele, por sua vez, os orientou a procurar seu irmão
ainda mais velho.
Sua idade contava mil e trezentos anos,
e ele tinha mais conhecimento do que ele mesmo. Esta mais velha das águias
relatou que se lembrava de ter ouvido seu pai dizer que havia uma porta no lado
oeste, mas estava coberta pela poeira das eras que se passaram desde que foi
usada pela última vez. Assim acabou sendo. Encontraram uma velha
porta de ferro com a inscrição: "Nós, os moradores deste palácio, por
muitos anos viveu em conforto e luxo; então, forçados pela fome, moímos
pérolas em farinha em vez de trigo, mas sem sucesso, e assim, quando estávamos
prestes a morrer, deixamos este palácio às águias." Uma segunda declaração
continha uma descrição detalhada do maravilhoso palácio, e mencionou onde se
encontravam as chaves dos diferentes aposentos.
Seguindo as instruções na porta,
Salomão inspecionou o edifício notável, cujos aposentos eram feitos de pérolas
e pedras preciosas. Inscritos nas portas, ele encontrou os seguintes três
sábios provérbios, tratando com a vaidade de todas as coisas terrenas, e
admoestando os homens a serem humildes: Uma segunda declaração continha
uma descrição detalhada do maravilhoso palácio e mencionava onde se encontravam
as chaves das diferentes câmaras. Seguindo as instruções na porta, Salomão
inspecionou o edifício notável, cujos aposentos eram feitos de pérolas e pedras
preciosas. Inscrito nas portas, ele encontrou os seguintes três sábios
provérbios, tratando da vaidade de todas as coisas terrenas e admoestando os
homens a serem humildes: Uma segunda declaração continha uma descrição
detalhada do maravilhoso palácio e mencionava onde se encontravam as chaves das
diferentes câmaras. Seguindo as instruções na porta, Salomão inspecionou o
edifício notável, cujos aposentos eram feitos de pérolas e pedras
preciosas. Inscrito nas portas, ele encontrou os seguintes três sábios
provérbios, tratando da vaidade de todas as coisas terrenas e admoestando os
homens a serem humildes:
1. Ó filho do homem, não te engane o
tempo; deves definhar e deixar o teu lugar, para descansar no seio da
terra.
2. Não te apresses, move-te devagar,
pois o mundo é tirado de um e concedido a outro.
3. Forneça-se com comida para a viagem,
prepare sua refeição enquanto a luz do dia durar, pois você não permanecerá na
terra para sempre e não sabe o dia da sua morte.
Em uma das câmaras, Salomão viu várias
estátuas, entre elas uma que parecia viva. Quando ele se aproximou dela,
ela gritou em alta voz: "Aqui, vós, satanás, Salomão veio para
desfazer-vos." De repente, houve grande barulho e tumulto entre as
estátuas. Salomão pronunciou o Nome, e o silêncio foi restaurado. As
estátuas foram derrubadas, e os filhos dos satanás correram para o mar e se
afogaram. Da garganta da estátua realista ele desenhou uma placa de prata
com caracteres que ele não conseguiu decifrar, mas um jovem do deserto disse ao
rei: "Estas letras são gregas, e as palavras significam: 'Eu, Shadad ben
Ad, governei mais de mil mil províncias, cavalgava mil mil cavalos, tinha mil
mil reis sob mim e matava mil mil heróis, e quando o anjo da morte se aproximou
de mim,
ASMODEUS
Quando Salomão, em sua riqueza e
prosperidade, se descuidou de seu Deus e, contrariamente às injunções
estabelecidas para os reis na Torá, multiplicou esposas para si mesmo e ansiava
pela posse de muitos cavalos e muito ouro, o Livro de Deuteronômio se
apresentou diante de Deus. e disse: "Eis, Senhor do mundo, Salomão está
procurando remover um Yod de mim, pois Tu escreveste: 'O rei não multiplicará
cavalos para si mesmo, nem multiplicará esposas para si mesmo, nem multiplique
grandemente para si prata e ouro’; mas Salomão adquiriu muitos cavalos, muitas
mulheres, e muita prata e ouro”. Então Deus disse: "Como tu vives,
Salomão e cem de sua espécie serão aniquilados antes que uma única de tuas
cartas seja obliterada."
A acusação feita contra Salomão logo
foi seguida de consequências. Ele teve que pagar caro por seus
pecados. Aconteceu assim: Enquanto Salomão estava ocupado com o Templo,
ele teve grande dificuldade em conceber maneiras de encaixar a pedra da
pedreira no edifício, pois a Torá proíbe explicitamente o uso de ferramentas de
ferro na construção de um altar.
Os eruditos lhe contaram que Moisés
havia usado o shamir, a pedra que racha as rochas, para gravar os nomes das
tribos nas pedras preciosas do éfode usado pelo sumo sacerdote. Os
demônios de Salomão não puderam lhe dar nenhuma informação sobre onde o shamir
poderia ser encontrado. Eles supuseram, no entanto, que Asmodeus, rei dos
demônios, estava de posse do segredo, e disseram a Salomão o nome da montanha
em que Asmodeus morava, e descreveram também seu modo de vida. Nesta
montanha havia um poço de onde Asmodeus obtinha sua água potável. Ele a
fechava diariamente com uma grande pedra e a selava antes de ir para o céu,
aonde ia todos os dias, para participar das discussões na academia celestial. Dali
desceria novamente à terra para estar presente, embora invisível, nos debates
nas casas terrenas do saber. Então, depois de investigar o selo do poço
para verificar se havia sido adulterado, ele bebeu da água.
Salomão enviou seu chefe, Benaia, filho
de Joiada, para capturar Asmodeus. Para isso, deu-lhe uma corrente, o anel
no qual estava gravado o Nome de Deus, um feixe de lã e um odre de
vinho. Benaia tirou a água do poço por um buraco feito por baixo e, depois
de tapar o buraco com a lã, encheu o poço com vinho de cima. Quando
Asmodeus desceu do céu, para sua surpresa, encontrou vinho em vez de água no
poço, embora tudo parecesse intocado. A princípio ele não quis beber dele,
e citou os versículos da Bíblia que investem contra o vinho, para inspirar-se com
coragem moral. Por fim, Asmodeus sucumbiu à sede que o consumia e bebeu
até que seus sentidos foram dominados, e ele caiu em um sono
profundo. Benaia, observando-o de uma árvore, então veio e puxou a
corrente em volta de Asmodeus pescoço. O demônio, ao acordar, tentou
se libertar, mas Benaia o chamou: "O nome do teu Senhor está sobre
ti". Embora Asmodeus agora se permitisse ser levado sem resistência,
ele agiu de maneira mais peculiar no caminho para Salomão.
Ele roçou uma palmeira e a
arrancou; ele bateu contra uma casa e a derrubou; e quando, a pedido
de uma pobre mulher, ele foi afastado de sua cabana, ele quebrou um
osso. Ele perguntou com humor sombrio: "Não está escrito: 'Língua
mole quebra o osso?'" Um cego que se extraviou ele colocou no caminho
certo, e para um bêbado ele fez uma gentileza semelhante.
Ele chorou quando uma festa de
casamento passou por eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que
fizesse sapatos para durar sete anos, e de um mágico que estava mostrando
publicamente sua habilidade. mas Benaia o chamou: "O nome do teu
Senhor está sobre ti." Embora Asmodeus agora se permitisse ser levado
sem resistência, ele agiu de maneira mais peculiar no caminho para
Salomão. Ele roçou uma palmeira e a arrancou; ele bateu contra uma
casa e a derrubou; e quando, a pedido de uma pobre mulher, ele foi
afastado de sua cabana, ele quebrou um osso. Ele perguntou com humor
sombrio: "Não está escrito: 'Língua mole quebra o osso?'" Um cego que
se extraviou ele colocou no caminho certo, e para um bêbado ele fez uma
gentileza semelhante.
Ele chorou quando uma festa de
casamento passou por eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que
fizesse sapatos para durar sete anos, e de um mágico que estava mostrando
publicamente sua habilidade. mas Benaia o chamou: "O nome do teu
Senhor está sobre ti." Embora Asmodeus agora se permitisse ser levado
sem resistência, ele agiu de maneira mais peculiar no caminho para
Salomão. Ele roçou uma palmeira e a arrancou; ele bateu contra uma
casa e a derrubou; e quando, a pedido de uma pobre mulher, ele foi
afastado de sua cabana, ele quebrou um osso. Ele perguntou com humor
sombrio: "Não está escrito: 'Língua mole quebra o osso?'" Um cego que
se extraviou ele colocou no caminho certo, e para um bêbado ele fez uma
gentileza semelhante. Ele chorou quando uma festa de casamento passou por
eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que fizesse sapatos para durar
sete anos, e de um mágico que estava mostrando publicamente sua
habilidade.
Embora Asmodeus agora se permitisse ser
levado sem resistência, ele agiu de maneira mais peculiar no caminho para
Salomão. Ele roçou uma palmeira e a arrancou; ele bateu contra uma
casa e a derrubou; e quando, a pedido de uma pobre mulher, ele foi
afastado de sua cabana, ele quebrou um osso. Ele perguntou com humor
sombrio: "Não está escrito: 'Língua mole quebra o osso?'" Um cego que
se extraviou ele colocou no caminho certo, e para um bêbado ele fez uma
gentileza semelhante. Ele chorou quando uma festa de casamento passou por
eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que fizesse sapatos para durar
sete anos, e de um mágico que estava mostrando publicamente sua
habilidade. Embora Asmodeus agora se permitisse ser levado sem
resistência, ele agiu de maneira mais peculiar no caminho para Salomão. Ele
roçou uma palmeira e a arrancou; ele bateu contra uma casa e a
derrubou; e quando, a pedido de uma pobre mulher, ele foi afastado de sua
cabana, ele quebrou um osso. Ele perguntou com humor sombrio: "Não
está escrito: 'Língua mole quebra o osso?'" Um cego que se extraviou ele
colocou no caminho certo, e para um bêbado ele fez uma gentileza
semelhante. Ele chorou quando uma festa de casamento passou por eles e riu
de um homem que pediu a seu sapateiro que fizesse sapatos para durar sete anos,
e de um mágico que estava mostrando publicamente sua habilidade. e quando,
a pedido de uma pobre mulher, ele foi afastado de sua cabana, ele quebrou um
osso. Ele perguntou com humor sombrio: "Não está escrito: 'Língua
mole quebra o osso?'" Um cego que se extraviou ele colocou no caminho
certo, e para um bêbado ele fez uma gentileza semelhante.
Ele chorou quando uma festa de
casamento passou por eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que
fizesse sapatos para durar sete anos, e de um mágico que estava mostrando
publicamente sua habilidade. e quando, a pedido de uma pobre mulher, ele
foi afastado de sua cabana, ele quebrou um osso. Ele perguntou com humor
sombrio: "Não está escrito: 'Língua mole quebra o osso?'" Um cego que
se extraviou ele colocou no caminho certo, e para um bêbado ele fez uma
gentileza semelhante. Ele chorou quando uma festa de casamento passou por
eles e riu de um homem que pediu a seu sapateiro que fizesse sapatos para durar
sete anos, e de um mágico que estava mostrando publicamente sua habilidade.
Tendo finalmente chegado ao fim da
viagem, Asmodeus, após vários dias de espera, foi conduzido a Salomão, que o
questionou sobre sua estranha conduta na viagem. Asmodeus respondeu que
julgava as pessoas e as coisas de acordo com seu caráter real, e não de acordo
com sua aparência aos olhos dos seres humanos. Chorou ao ver a companhia
do casamento, porque sabia que o noivo não tinha um mês de vida, e riu daquele
que queria sapatos que durassem sete anos, porque o homem não os teria por sete
dias, também do mágico que fingiu revelar segredos, porque ele não sabia que um
tesouro enterrado estava debaixo de seus pés; o cego que ele colocou no
caminho certo era um dos "perfeitos piedosos", e ele queria ser
gentil com ele; por outro lado,
Asmodeus disse a Salomão que o shamir
foi dado por Deus ao Anjo do Mar, e que o Anjo não confiou o shamir a ninguém,
exceto a galinha-d'água, que havia feito um juramento de vigiar o shamir
cuidadosamente. A galinha-d'água leva o shamir consigo para as montanhas que
não são habitadas por homens, divide-as por meio do shamir e injeta sementes,
que crescem e cobrem as rochas nuas, e então podem ser habitadas. Salomão
enviou um de seus servos para procurar o ninho do pássaro e colocar um pedaço
de vidro sobre ele. Quando a galinha-d'água chegou e não conseguiu
alcançar seus filhotes, ela voou para longe e pegou o shamir e o colocou no
vidro. Então o homem gritou e aterrorizou tanto a ave que ela deixou cair
o shamir e voou para longe. Por este meio o homem obteve a posse do cobiçado
shamir, e deu-o a Salomão.
Embora Asmodeus tenha sido capturado
apenas com o propósito de obter o shamir, Salomão, no entanto, o manteve após a
conclusão do Templo. Um dia o rei disse a Asmodeus que ele não entendia
onde estava a grandeza dos demônios, se seu rei pudesse ser mantido em cadeias
por um mortal. Asmodeus respondeu que, se Salomão removesse suas correntes
e lhe emprestasse o anel mágico, ele provaria sua própria
grandeza. Salomão concordou. O demônio estava diante dele com uma asa
tocando o céu e a outra alcançando a terra. Agarrando Salomão, que havia
se separado de seu anel de proteção, ele arremessou quatrocentos parasangues
para longe de Jerusalém e depois se entregou como rei.
SALOMÃO COMO MENDIGO
Banido de sua casa, privado de seu reino,
Salomão vagou por terras distantes, entre estranhos, mendigando seu pão de cada
dia. Nem sua humilhação terminou aí; as pessoas o consideravam um
lunático, porque ele nunca se cansava de assegurar-lhes que ele era Salomão, o
grande e poderoso rei de Judá. Naturalmente, isso parecia uma afirmação
absurda para o povo. A profundidade mais baixa do desespero ele atingiu,
no entanto, quando encontrou alguém que o reconheceu. As lembranças e
associações que se agitaram dentro dele tornaram sua miséria presente quase
insuportável.
Aconteceu que certa vez em suas
peregrinações encontrou um velho conhecido, um homem rico e bem considerado,
que deu um suntuoso banquete em homenagem a Salomão.
Durante a refeição, seu anfitrião
falava constantemente com Salomão da magnificência e esplendor que ele havia
visto com seus próprios olhos na corte do rei. Essas reminiscências
levaram o rei às lágrimas, e ele chorou tão amargamente que, quando se levantou
do banquete, ficou saciado, não com a comida rica, mas com lágrimas
salgadas.
No dia seguinte, aconteceu novamente
que Salomão encontrou um conhecido de outrora, desta vez um homem pobre, que,
no entanto, suplicou a Salomão que lhe fizesse a honra e partisse o pão sob seu
teto. Tudo o que o pobre homem podia oferecer ao seu distinto convidado
era um parco prato de verduras. Mas ele tentou de todas as maneiras
aliviar a dor que oprimia Salomão. Ele disse: "Ó meu senhor e
rei, Deus jurou a Davi que nunca deixaria a dignidade real afastar-se de
sua casa, mas é o caminho de Deus reprovar aqueles que Ele ama se
pecarem. Esteja certo, ele te restaurará em tempo útil ao teu reino."
Essas palavras de seu pobre anfitrião foram mais gratas ao coração ferido de
Salomão do que o banquete que o homem rico havia preparado para ele. Foi para o
contraste entre as consolações dos dois homens que ele aplicou o verso em
Provérbios: "Melhor é um jantar de ervas onde está o amor, do que um boi
parado e ódio com ele." coração ferido do que o banquete que o rico
lhe preparara. Foi ao contraste entre as consolações dos dois homens que
ele aplicou o versículo de Provérbios: "Melhor é um jantar de ervas onde
está o amor, do que um boi parado e com ele o ódio". coração ferido
do que o banquete que o rico lhe preparara. Foi ao contraste entre as
consolações dos dois homens que ele aplicou o versículo de Provérbios:
"Melhor é um jantar de ervas onde está o amor, do que um boi parado e com
ele o ódio".
Durante três longos anos Salomão
viajou, mendigando seu caminho de cidade em cidade e de país em país, expiando
os três pecados de sua vida, pelos quais ele havia anulado o mandamento dado
aos reis em Deuteronômio de não multiplicar cavalos e esposas. , e prata e
ouro.
No final desse tempo, Deus teve
misericórdia dele por causa de seu pai Davi, e por causa da piedosa princesa
Naamah, filha do rei amonita, destinada por Deus a ser a ancestral do
Messias. Aproximava-se o tempo em que ela se tornaria a esposa de Salomão
e reinaria como rainha em Jerusalém. Deus, portanto, levou o errante real
à capital de Amom. Salomão serviu como subalterno do cozinheiro da casa
real e provou ser tão proficiente na arte culinária que o rei de Amon o elevou
ao cargo de cozinheiro-chefe. Assim, ele foi notado pela filha do rei
Naamah, que se apaixonou pela cozinheira de seu pai.
Em vão seus pais tentaram persuadi-la a
escolher um marido condizente com sua posição. Nem mesmo a ameaça do rei
de que ela e seu amado fossem executados aproveitou para desviar seus
pensamentos de Salomão. O rei amonita fez com que os amantes fossem
levados para um deserto árido, na esperança de que ali morressem de
fome. Salomão e sua esposa vagaram pelo deserto até chegarem a uma cidade
situada à beira-mar. Eles compraram um peixe para evitar a
morte. Quando Naamah preparou o peixe, ela encontrou em sua barriga o anel
mágico pertencente a seu marido, que ele havia dado a Asmodeus, e que, lançado
ao mar pelo demônio, havia sido engolido por um peixe. Salomão reconheceu
seu anel, colocou-o em seu dedo, e num piscar de olhos ele se transportou
para Jerusalém. Asmodeus, que estivera se passando por Rei Salomão durante
os três anos, foi expulso e subiu ao trono novamente.
Mais tarde, ele citou o rei de Amon
perante seu tribunal e o chamou para prestar contas do desaparecimento do
cozinheiro e da esposa do cozinheiro, acusando-o de tê-los matado. O rei
de Amon protestou que não os havia matado, mas apenas os banido. Então
Salomão fez a rainha aparecer, e para seu grande espanto e alegria ainda maior,
o rei de Amon reconheceu sua filha.
Salomão conseguiu recuperar seu trono
somente depois de passar por muitas dificuldades. O povo de Jerusalém o
considerava um lunático, porque ele dizia ser Salomão. Depois de algum
tempo, os membros do Sinédrio notaram seu comportamento peculiar e investigaram
o assunto. Eles descobriram que muito tempo se passou desde que Benaia, o
confidente do rei, teve permissão para entrar na presença do
usurpador. Além disso, as esposas de Salomão e sua mãe Bate-Seba
informaram-lhes que o comportamento do rei havia mudado completamente, não era
condizente com a realeza e em nenhum aspecto como a antiga maneira de
Salomão. Também era muito estranho que o rei nunca por acaso permitisse
que seu pé fosse visto, por medo, é claro, de trair sua origem
demoníaca. O Sinédrio, portanto, deu ao rei ' s anel mágico para o
mendigo errante que se chamava Rei Salomão, e o fez comparecer perante o
pretendente ao trono. Assim que Asmodeus avistou o verdadeiro rei
protegido por seu anel mágico, ele voou para longe precipitadamente.
Salomão não escapou ileso. A visão
de Asmodeus em toda a sua feiúra ameaçadora o aterrorizava tanto que dali em
diante ele cercava seu leito à noite com todos os valentes heróis entre o povo.
O TRIBUNAL DE SALOMÃO
Como Davi havia sido cercado por
grandes eruditos e heróis de renome, a corte de Salomão era o local de encontro
dos grandes de seu povo. O mais importante de todos, sem dúvida, foi
Benaia, filho de Jeoiada, que não teve igual em erudição e piedade, nem no
tempo do primeiro nem do segundo Templo. Na qualidade de chanceler de
Salomão, ele foi objeto do favor especial do rei. Ele era frequentemente
convidado para ser o companheiro do rei em suas partidas de xadrez. O rei
sábio naturalmente era sempre o vencedor. Um dia Salomão deixou o
tabuleiro de xadrez por um momento, Benaia usou sua ausência para remover um
dos enxadristas do rei, e o rei perdeu o jogo. Salomão deu muita atenção à
ocorrência. Ele chegou à conclusão de que seu chanceler havia tratado
desonestamente com ele e estava determinado a lhe dar uma lição.
Alguns dias depois, Salomão notou dois
personagens suspeitos rondando o palácio. Agindo imediatamente com uma
ideia que lhe ocorreu, ele vestiu as roupas de um de seus servos e se juntou
aos dois suspeitos. Os três, ele propôs, deveriam tentar roubar o palácio
real, e ele tirou uma chave que facilitaria sua entrada. Enquanto os
ladrões estavam ocupados em recolher o saque, o rei despertou seus servos e os
malfeitores foram presos. Na manhã seguinte, Salomão apareceu perante o
Sinédrio, que era presidido por Benaia na época, e ele desejava saber da corte
que punição era aplicada a um ladrão. Benaia, não vendo nenhum delinquente
diante dele, e não querendo acreditar que o rei se preocupasse com a apreensão
de ladrões, estava convencido de que Salomão estava determinado a puni-lo
por seu jogo desonesto. Ele caiu aos pés do rei, confessou sua culpa e
implorou seu perdão. Salomão ficou satisfeito por ter sua suposição
confirmada, e também por Benaia reconhecer seu erro. assegurou-lhe que não
nutria desígnios malignos contra ele e que, quando fez essa pergunta ao
Sinédrio, tinha em mente ladrões de verdade, que invadiram o palácio durante a
noite.
Outro incidente interessante aconteceu,
no qual Benaia desempenhou um papel. O rei da Pérsia estava muito doente,
e seu médico lhe disse que ele só podia ser curado com leite de leoa. O
rei, portanto, enviou uma delegação trazendo ricos presentes a Salomão, o único
ser no mundo que poderia, em sua sabedoria, descobrir meios de obter leite de
leão. Salomão encarregou Benaia de cumprir o desejo do rei
persa. Benaia pegou vários cabritos e foi para a cova dos
leões. Diariamente ele jogava um cabrito para a leoa, e depois de algum
tempo as feras se familiarizaram com ele, e finalmente ele pôde se aproximar da
leoa o suficiente para tirar leite de seus úberes.
No caminho de volta ao rei persa, o
médico que havia recomendado a cura do leite teve um sonho. Todos os
órgãos de seu corpo, suas mãos, pés, olhos, boca e língua, estavam brigando
entre si, cada um reivindicando a maior parte do crédito na obtenção do remédio
para o monarca persa. Quando a língua apresentou sua própria contribuição
para a causa do serviço do rei, os outros órgãos rejeitaram sua alegação como totalmente
infundada. O médico não esqueceu o sonho e, quando apareceu diante do rei,
falou: "Aqui está o leite de cachorro que fomos buscar para
você". O rei, enfurecido, ordenou que o médico fosse enforcado,
porque ele havia trazido leite de cadela em vez de leite de mãe de
leão. Durante as preliminares da execução, todos os membros e órgãos do
médico começaram a tremer, ao que a língua disse: "Eu não disse a
vocês que todos vocês não são bons? Se vocês reconhecerem minha superioridade,
eu os salvarei da morte agora mesmo." Todos fizeram a admissão que
exigia, e o médico pediu ao carrasco que o levasse ao rei.
Uma vez na presença de seu mestre, ele
implorou como um favor especial para beber do leite que ele havia
trazido. O rei atendeu seu desejo, se recuperou de sua doença e dispensou
o médico em paz. Assim aconteceu que todos os órgãos do corpo reconhecem a
supremacia da língua. implorou-lhe como um favor especial que bebesse do
leite que trouxera. O rei atendeu seu desejo, se recuperou de sua doença e
dispensou o médico em paz. Assim aconteceu que todos os órgãos do corpo
reconhecem a supremacia da língua. implorou-lhe como um favor especial que
bebesse do leite que trouxera. O rei atendeu seu desejo, se recuperou de
sua doença e dispensou o médico em paz. Assim aconteceu que todos os
órgãos do corpo reconhecem a supremacia da língua.
Além de Benaia, os dois escribas de
Salomão, Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, merecem menção. Ambos
encontraram a morte de uma maneira muito peculiar. Salomão certa vez notou
uma expressão de preocupação no semblante do Anjo da Morte. Quando ele
perguntou o motivo, ele recebeu a resposta, que ele havia sido encarregado da
tarefa de trazer os dois escribas para o outro mundo. Salomão desejava
roubar uma marcha sobre o Anjo da Morte, bem como manter seus secretários
vivos. Ele ordenou que os demônios carregassem Elioreph e Aías para Luz, o
único lugar na terra em que o Anjo da Morte não tem poder. Em um instante,
os demônios cumpriram sua ordem, mas os dois secretários expiraram no momento
em que chegaram aos portões da Luz. No dia seguinte, o Anjo da Morte
apareceu diante de Salomão com muito bom humor e lhe disse: "
Um incidente muito interessante no
próprio círculo familiar de Salomão está relacionado com uma de suas
filhas. Ela era de uma beleza extraordinária, e nas estrelas ele leu que
ela iria se casar com um jovem extremamente pobre. Para evitar a união
indesejável, Salomão mandou erigir uma torre alta no mar, e para isso enviou
sua filha. Setenta eunucos deveriam protegê-la, e uma enorme quantidade de
comida foi armazenada na torre para seu uso.
O pobre jovem que o destino designou
para ser seu marido estava viajando numa noite fria. Ele não sabia onde
descansar a cabeça, quando avistou a carcaça rasgada de um boi deitado no
campo. Nisto ele se deitou para se aquecer. Quando ele estava
abrigado nela, veio um grande pássaro, que pegou a carcaça, levou-a junto com o
jovem estendido nela até o telhado da torre em que a princesa morava e,
estabelecendo-se ali, começou a devorar a carne do boi. De manhã, a
princesa, de acordo com seu costume, subiu ao telhado para olhar o mar e
avistou o jovem. Ela perguntou quem ele era, e quem o trouxe até
lá? Ele disse a ela que era um judeu de Accho, e tinha sido levado para a
torre por um pássaro. Ela o levou a um quarto, onde ele poderia se lavar e
se ungir, e vestir-se com uma roupa limpa. Então parecia que ele possuía
uma beleza incomum. Além disso, ele era um erudito de grandes realizações
e de mente aguda. Então aconteceu que a princesa se apaixonou por
ele. Ela perguntou se ele a queria como esposa, e ele concordou de bom
grado. Ele abriu uma de suas veias e escreveu o contrato de casamento com
seu próprio sangue. Então ele pronunciou a fórmula do noivado, tomando
Deus e os dois arcanjos Miguel e Gabriel como testemunhas, e ela se tornou sua
esposa, legalmente casada com ele.
Depois de algum tempo, os eunucos
perceberam que ela estava grávida. Suas perguntas suscitaram a suspeita da
verdade da princesa, e eles mandaram chamar Salomão. Sua filha admitiu seu
casamento, e o rei, embora reconhecesse em seu marido o pobre homem previsto
nas constelações, agradeceu a Deus por seu genro, distinguido não menos pelo
aprendizado do que por sua bela pessoa.
