Prestes a se perder sobre as retas e curvas dos asfaltos quentes, surrados de sol. Com uma sola de sapato gasta, sentimos a dor nos pés daquele caminhar.
Assim, também é a vida, onde nossos caminhos são os asfaltos
e nossos passos a sola do sapato gasta.
Algumas vezes, precisamos de um canto com sombra ou de uma
chuva para poder nos deixar andar que seja mais um pouco, as vezes, precisamos parar
em uma loja e trocar nossos sapatos. Indiferente do nosso caminhar, somos os
donos de nossas escolhas. Os protagonistas das nossas estradas e em nossas
vidas, somos nós quem escolhemos entre as Ferraris e os Onix.
Quando se nasce, é dado o poder do livre arbítrio, todos nos
somos donos de nossos passos seja ele para onde for, somente nós podemos guia-los.
Crescemos e aprendemos a diferenciar o certo do errado, o bom do ruim e o bem
do mal.
Quando falamos de bem e mal, também precisamos entender como
tudo se iniciou.
“Eu formo a luz, e
crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas
coisas” Isaías 45:7.
Veja, quanta ironia;
“No princípio criou Deus os céus e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face
do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a
luz e as trevas”.
Gênesis 1:1-4
Agora lhe pergunto, afinal o que Deus criou?
A palavra traduzida como “mal” vem de uma palavra hebraica que significa
“adversidade, aflição, calamidade, angústia, miséria”. Percebi como as outras
principais traduções da Bíblia em inglês traduzem a palavra: “desastre” (NIV,
HCSB), “calamidade” (NKJV, NAS, ESV) e “infortúnio” (NRSV). A tradução A
Mensagem traduz criativamente este versículo como “Eu faço harmonias e crio
discórdias”. Ouvi alguns afirmarem que os tradutores de muitas edições modernas
da Bíblia, cientes das implicações perturbadoras que este versículo tem para
sua fé, tentaram suavizar o golpe traduzindo-o de uma forma mais palatável. Há
alguma verdade nessa afirmação?
A palavra hebraica pode se referir ao mal moral, e muitas
vezes tem esse significado nas Escrituras Hebraicas, como visto abaixo:
Em Gênesis 2:17, Deus instrui Adão e Eva a não comerem da
“árvore do bem e do ra”. A árvore do bem e do desastre? A árvore do
bem e da calamidade? Claramente não: é a árvore do bem e do mal.
Em Gênesis 6:5, Deus resolve destruir a humanidade no grande
dilúvio porque “a maldade (ra) do homem era grande na terra”.
Em Gênesis 13:13, os homens de Sodoma eram “maus (ra)
e pecadores perante o Senhor em extremo”.
Em Deuteronômio 1:35, um Deus furioso ameaça os israelitas:
“Certamente nenhum destes homens desta geração má (ra) verá a boa terra
que jurei dar a vossos pais”.
Em Juízes 2:11, “os filhos de Israel fizeram o mal (ra)
aos olhos do Senhor, e serviram a Baalins”.
Em 1 Reis 16:30, o ímpio rei Acabe (marido da infame
Jezabel) “fez o mal (ra) aos olhos do Senhor, mais do que todos os que
foram antes dele”.
Eu me pergunto se estas e muitas outras referências deixam
claro que o significado primário de ra' é de fato o mal no
sentido de maldade ou pecado, mas talvez o contexto mudaria o que as traduções
em inglês são traduzidas.
No entanto, devido à diversidade de possíveis definições,
pode ser imprudente presumir que “Eu crio o mal” em Isaías 45:7 se
refere a Deus trazendo o mal moral à existência.
O contexto de Isaías 45:7 parece deixar claro que algo
diferente de “trazer o mal moral à existência” está em mente. Pode ser
entendido como explicando que Deus não é apenas a fonte do exílio de Israel,
Ele é a fonte da conquista de Ciro. O contexto de Isaías 45:7 é Deus
recompensando Israel pela obediência e punindo Israel pela desobediência. Deus
traz juízo sobre aqueles que continuam a se rebelar contra Ele. “Ai daquele que
contende com o seu Criador” (Isaías 45:9). Essa é a pessoa a quem Deus traz “mal”
e “desastre”. Então, em vez de dizer que Deus criou o “mal moral”, Isaías 45:7
está apresentando um tema comum da Bíblia – que Deus traz desastre sobre aqueles que continuam em rebelião
obstinada contra Ele.
Visando tantos
erros nas traduções, será então que, realmente havia um mal? Ou o mal, na
verdade não é uma criação do homem. Quando na verdade o que temos é a
consideração de mal criada pelo homem e imposta na sociedade.
Se tudo o que
temos é uma criação Divina, então é certo dizer que uma pessoa que rouba um
alimento devido a fome ela, não está fazendo o mal ao próximo e sim o bem a
ela?
Ou podemos
dizer que é errado, pois aquela outra depende daquele dinheiro para que ela
também não passe fome?
Ao se
questionar inicialmente o bem e o mal o certo e o errado, devemos então começar
a analisar o “para quem”!
É certo ir a
igreja rezar a Deus ou é certo ir Um terreiro tocar para o Orixá.
É certo dizer
que uma gira de esquerda é uma gira de esquerda ou então que a gira de esquerda
por si só é um Quimbanda?
No final,
seus passos irão te dizer onde arde sua sola e somente você poderá responder
tal pergunta.
No Meu caso,
Hail!s meu pai..... Estamos de volta.......
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